Continental reduz prejuízo em 21,5% em 2020 para 961,9 milhões

  • Lusa
  • 9 Março 2021

A Continental reduziu os prejuízos para 961,9 milhões em 2020, face aos 1.225 milhões de euros do ano anterior, apesar da queda da produção automóvel devido à pandemia.

A Continental reduziu os prejuízos para 961,9 milhões em 2020, face aos 1.225 milhões de euros do ano anterior, apesar da queda da produção automóvel devido à pandemia de Covid-19, foi anunciado esta terça-feira.

O fabricante de pneus e componentes para automóveis disse ainda em comunicado que o prejuízo contabilizado no ano passado foi inferior em 21,5% ao observado no anterior, uma vez que em 2019 os resultados foram penalizados pelas elevadas depreciações.

A faturação do grupo empresarial caiu 15,2% em 2020, para 37.722,3 milhões de euros, na comparação com 2019, e que registou um prejuízo operacional de 718,1 milhões de euros, superior em 268,3% que o contabilizado no ano anterior.

Apesar da queda na produção automóvel em 2020, a Continental conseguiu mitigar o impacto negativo da pandemia na sua atividade ao ser “extremamente disciplinada com os gastos e despesas de capital”, refere.

Como resultado, a Continental atingiu um fluxo de caixa livre (FCL) antes de aquisições e desinvestimentos de 1.100 milhões de euros, que compara com 1.300 milhões de euros em 2019.

O Conselho de Administração vai propor na próxima assembleia geral de acionistas, que se realizará em 29 de abril, a suspensão da distribuição de dividendos relativos a 2020, sendo que em 2019 a empresa distribuiu um dividendo de três euros por ação.

O novo presidente executivo, Nikolai Setzer, afirmou na apresentação dos resultados que “em termos operacionais, a empresa teve um bom resultado atendendo às circunstâncias”.

“No geral, encerrámos 2020 mais fortes do que temíamos na primavera”, acrescentou o gestor, segundo a agência Efe.

A Continental espera que em 2021, ano em que comemora 150 anos, se registe uma “recuperação significativa do mercado”, mas o regresso ao nível de 2017 não ocorrerá antes de 2025.

A empresa prevê que este ano as vendas se situem entre os 40.500 e os 42.500 milhões de euros e que a margem de lucro das vendas, antes de itens especiais, fique entre 5% e 6%, contra 3,5% em 2020 e 7,3% em 2019.

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