Docentes e não docentes do setor privado vão ser incluídos na fase prioritária de vacinação

Após a polémica com os testes nas escolas, Henrique Gouveia e Melo veio garantir que tanto docentes e não docentes do setor privado "vão ser incluídos" na fase prioritária da vacinação.

Depois da polémica relacionada com o facto de os colégios privados ficarem de fora da estratégia de testagem em massa nas escolas para o regresso do ensino presencial, o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo veio garantir que tanto docentes e não docentes do setor privado “vão ser incluídos” na fase prioritária da vacinação.

“Vão ser incluídos docentes e não docentes do setor privado” na fase prioritária de vacinação contra a Covid-19, garantiu o vice-almirante Gouveia e Melo, responsável pela implementação do Plano de Vacinação, quando questionado pelos jornalistas, onde foi apresentada uma parceria entre o Estado e a Fundação Gulbenkian para a aquisição de postos móveis de vacinação. Esta quarta-feira, a Direção-Geral da Saúde confirmou que vão ser vacinados os professores e os profissionais não-docentes das escolas e “das respostas sociais de apoio à infância dos setores público, privado e social e cooperativo, de acordo com o plano logístico que será implementado”.

Também o secretário de Estado veio clarificar que essa hipótese “não está em causa, nem nunca estaria em causa”, já que a vacinação contra o novo coronavírus é “universal, voluntária e gratuita”. “Não é comparável”, aponta Diogo Serras Lopes.

Em causa está o facto de o Governo ter avançado com um estratégia de testagem em massa dirigida apenas a escolas públicas e creches IPSS. Esta diferenciação entre escolas públicas e privadas causou indignação por parte dos colégios privados, que levaram à Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo a pedir uma clarificação ao Governo. Há também alguns constitucionalistas a apontarem que a decisão pode ser inconstitucional.

Apesar de não se querer alongar sobre a estratégia de testagem em massa que está a ser apresentada pelo Executivo, Serras Lopes adiantou ainda que o tema será abordado esta quinta-feira, 11 de março, quando for apresentado o plano de desconfinamento. “O que está definido é que o plano será apresentado amanhã e, portanto, esses temas serão tratados obviamente dentro do contexto do plano de desconfinamento”, atirou.

Quanto ao plano de vacinação, Gouveia e Melo disse que os avanços estão “sempre dependentes” do fornecimento de vacinas, mas afirmou que as previsões para o futuro próximo “são positivas”. “No passado, nós tínhamos contratado um conjunto de vacinas e chegaram metade a território nacional. As previsões para o futuro não são essas. Se essas previsões se concretizarem, e eu digo se, nós vamos conseguir vacinar a um ritmo muito superior e atingir os objetivos que temos propostos”, conclui.

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