Governo dá 19,8 milhões de euros às escolas para testes rápidos contra a Covid-19

A Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares e o conselho diretivo do Instituto da Segurança Social poderão usar esta verba para comprar testes rápidos de antigénio.

As escolas públicas vão ter 19,8 milhões de euros para comprarem testes rápidos contra a Covid-19 e preparar o regresso das aulas presenciais. A despesa foi aprovada este domingo num Conselho de Ministros digital, numa altura em que o Executivo de António Costa prepara o plano de desconfinamento faseado.

“O Conselho de Ministros aprovou hoje [domingo], de forma eletrónica, uma resolução que autoriza a realização de despesa, por parte da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares e do conselho diretivo do Instituto da Segurança Social, I. P., com a aquisição de serviços de realização de testes rápidos de antigénio em estabelecimentos de educação e ensino públicos e em respostas sociais de apoio à infância do setor social e solidário, até ao montante global de €19.802.880,00“, refere o comunicado do Conselho de Ministros.

A decisão foi tomada como forma de preparar o desconfinamento, como admite o Executivo de António Costa. “Desta forma, o Governo pretende preparar a reabertura gradual e sustentada das atividades presenciais, dando continuidade à implementação da Estratégia Nacional de Testes para SARS-CoV-2 2020″, acrescenta.

O Governo está a alargar o rastreio contra a Covid-19 nas escolas públicas do país. Todos os professores e funcionários serão testados, tal como os alunos do ensino secundário. A operação — que está a ser preparada pelos ministérios da Saúde e Educação em parceria com os laboratórios privados e com a Cruz Vermelha — vai ser executada por equipas de enfermeiros, técnicos e administrativos, que irão percorrer o país para testar. Só numa primeira fase, deverão ser abrangidas cerca de 500 mil pessoas.

A reabertura das escolas deverá ser uma das primeiras medidas de desconfinamento. Apesar de o plano não ser ainda conhecido, o Correio da Manhã noticiou este domingo que as aulas presenciais deverão recomeçar só depois da Páscoa, começando a 5 de abril com crianças até aos 12 anos. Os alunos do ensino secundário só deverão voltar em maio, segundo o plano provisório a que o CM teve acesso.

O primeiro-ministro António Costa pediu, no início de fevereiro, apoio a um grupo de especialistas liderado por por Óscar Felgueiras, da ARS/Norte, e por Raquel Duarte, pneumologista e ex-secretária de Estado. O primeiro esboço foi já entregue em São Bento e será apresentado na reunião do Infarmed esta segunda-feira. O Governo deverá, no Conselho de Ministros de quinta-feira, fechar o plano de desconfinamento e apresentá-lo ao país.

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