Siza Vieira quer UE a produzir mais “chips” para não depender de fornecedores externos

O ministro Pedro Siza Vieira afirmou que uma União Europeia (UE) mais "resiliente" tem de ter a capacidade de produzir "componentes críticos" internamente. Autoeuropa está parada por falta de "chips".

A presidência portuguesa do Conselho está atenta à escassez global de processadores que já está a pesar na economia nacional, tendo paralisado a fábrica da Volkswagen Autoeuropa. Para o ministro da Economia português, a União Europeia (UE) deve garantir que tem acesso a estes “componentes críticos” e até capacidade interna de os produzir.

Numa conferência de imprensa à margem do Digital Day, um evento promovido esta sexta-feira pela presidência portuguesa, Pedro Siza Vieira, em resposta a questões colocadas pelo ECO, disse que “esta crise mostrou aos Estados-membros, empresas europeias e cidadãos de que estamos dependentes de cadeias de valor muito alargadas”.

“O que reconhecemos é que devemos não só encarar a falta imediata e as questões de logística e transporte, mas garantir que temos uma economia mais resiliente no acesso a componentes críticos. É um desafio que temos encarado: construir uma sociedade e economia mais resilientes e garantir que temos acesso e que temos uma estratégia para reforçar o acesso a estes componentes críticos”, disse o governante.

Pedro Siza Vieira reiterou que está a ser feito “muito esforço” pelos Estados-membros e pela UE no âmbito do fundo de recuperação para “garantir que temos melhor acesso a processadores e que os podemos produzir de forma independente”. “Um dos tópicos é aumentar a produção de processadores, que não existia há uns anos e agora temos de garantir que podemos fazer”, sublinhou.

Regulamentação digital na UE terá impacto nas grandes tecnológicas

Na mesma ocasião, o ministro português Pedro Siza Vieira também encarou as propostas da Comissão Europeia para regulamentar os serviços e mercados digitais na UE, designadamente os pacotes legislativos Digital Services Act e Digital Markets Act. Ambos foram propostos no final do ano passado.

Siza Vieira reconheceu que as leis irão “ter impacto em alguns modelos de negócio” de grandes plataformas tecnológicas, mas sublinhou que “ultimamente, será para o benefício de todos”. “É do interesse de todos termos um enquadramento universal para a Europa, em vez de mais de 20 enquadramentos” diferentes. “Como tal, apoiamos muito a iniciativa da Comissão”, afirmou.

“O momento é certo para estabelecer esta legislação”, prosseguiu, considerando que os pacotes legislativos definem regras mas também promovem a inovação. Nesse sentido, o ministro garantiu que a presidência portuguesa do Conselho está bem posicionada para promover “avanços significativos” nos próximos meses a este nível.

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