Supermercados na corrida à venda dos testes rápidos à Covid-19

Continente, através da Wells, Pingo Doce e a Auchan confirmaram, ao ECO, que vão vender testes rápidos à Covid-19. Orientação que regula os critérios de comercialização deverá ser conhecida hoje.

Além das farmácias, também os supermercados estão à espera das orientações das autoridades de saúde para começarem a comercializar testes rápidos à Covid-19. Tanto o Continente, através da Wells, como o Pingo Doce e a Auchan confirmaram, ao ECO, que vão disponibilizar estes testes de diagnóstico nas áreas autorizadas à venda de medicamentos não sujeitos a receita médica.

No final da semana passada, o Governo autorizou a venda de testes rápidos de antigénio (TRAg), por amostras recolhidas através do trato respiratório, — o que implica a utilização de uma zaragatoa — em farmácias e parafarmácias. A portaria do Ministério da Saúde entrou em vigor no sábado, contudo, cabe agora ao Infarmed, INSA e DGS definirem os critérios para a sua comercialização, através de uma circular conjunta que deverá ser divulgada esta sexta-feira.

Com esta medida “excecional”, o Governo abre a porta à venda de testes rápidos sem supervisão de profissionais de saúde, quer nas farmácias, bem como noutros locais que estão autorizados a vender medicamentos não sujeitos a receita médica, como é o caso das áreas de saúde de alguns supermercados.

A Wells confirma que “estes testes estarão disponíveis” nas lojas da marca, após a divulgação das orientações das autoridades de saúde relativamente aos critérios de comercialização. “Iremos vender testes em embalagens individuais ou de múltiplos testes, contudo, a disponibilização de ambos os modelos irá depender da oferta existente no mercado a cada momento”, afirma fonte oficial da marca especializada em saúde e bem-estar do grupo Sonae, ao ECO.

Deste modo, os preços destes testes rápidos vão depender do modelo de testes escolhido pelo cliente, isto é, se for individual ou em embalagens de 20/25 testes “e será definido apenas após a finalização das negociações com os laboratórios”, acrescenta a Wells.

Na concorrência o cenário é semelhante, com o grupo Jerónimo Martins a garantir que está a “trabalhar para disponibilizar, com a maior brevidade possível, a venda destes testes nos espaços Bem Estar das lojas do Pingo Doce“, tal como avançou o Jornal I. Questionado pelo ECO, o grupo explicou que está “a trabalhar com um fornecedor nacional com o objetivo de colocar à venda testes individuais com a maior brevidade possível”.

Ao mesmo tempo, também a Auchan confirmou ao ECO que pretende “disponibilizar os testes rápidos à Covid-19 nos espaços de Saúde e Bem Estar, assim que os detalhes legais estejam definidos”. Em contrapartida, a Mercadona afirma que não irá disponibilizar estes testes “por não comercializar medicamentos não sujeitos a receita médica e, consequentemente, não ter uma área destinada aos mesmos”. Contactados pelo ECO, Intermarché, Lidl e Minipreço não responderam até à publicação deste artigo.

Neste momento, a Estratégia Nacional de Testagem para a Covid-19 delineada pela DGS, na norma nº019/2020, define que devem ser utilizados testes rápidos através de amostras do trato respiratório, ou, em alternativa, testes moleculares PCR por amostras de saliva, ficando assim excluídos os testes rápidos a partir de amostras de saliva, por conferirem uma menor sensibilidade face aos restantes. Com esta medida, tantos as farmácias como as parafarmácias estão a aguardar as orientações que deverão esclarecer como será feita a comunicação dos resultados dos testes, se haverá ou não comparticipação dos respetivos testes e que testes poderão ser vendidos.

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