Estudantes preferem ensino presencial, revela IADE

"As escolas do futuro, certamente, irão funcionar com base em novas premissas, onde seguramente estará incluído o acesso à tecnologia e formatos mistos ou híbridos de ensino", afirma a investigadora.

Após vários meses de ensino à distância ou assente num modelo híbrido, mais de 30% dos alunos afirma que prefere o regime de aulas presencial, com a maioria a considerar que a importância de regressar à escola reside na necessidade de estar com os seus pares e ter o apoio e presença dos professores, revela o estudo desenvolvido pelo Observatório da Fábrica_IADE e realizado durante o período de confinamento, de 20 de março a 6 de maio de 2020.

Questionados sobre a experiência de ter aulas em casa, 31% dos alunos assume que prefere ter aulas na escola, 19% diz que está a ser “mais ou menos” e 16,2% afirma estar a gostar. As opiniões dividem-se, ainda, por quem esteja a adorar o ensino à distância, quem não esteja a gostar da experiência ou quem esteja a ter dificuldades de adaptação, sendo que uma das grandes dificuldades, referidas tanto por alunos como pelos pais entrevistados, é gestão de tempo e do volume de trabalho para conseguir cumprir os objetivos estabelecidos pelos docentes.

“Estudar em tempo de pandemia” procurou identificar as principais reações e capacidade de adaptação dos alunos, de vários ciclos de estudo, face à transição do ensino presencial para o ensino a distância.Observatório da Fábrica_IADE,

Entre as principais dificuldades sentidas está a falta de acompanhamento por parte do professor (62,2%), a dificuldade de esclarecer dúvidas à distância (32,4%), bem como a falta de algum material necessário para cumprir os exercícios pedidos (14,2%). Por outro lado, para mais de 70% dos estudantes, o melhor do ensino remoto é não terem de deslocar-se até à escola

Na modalidade de ensino à distância, para a maioria dos alunos inquiridos, o tempo de aulas é dedicado a assistir a aulas em formato de videoconferência (85%), bem como a resolver os exercícios exigidos pelos professores (81%).

Quase um ano depois desta mudança rápida e inesperada, “importa refletir sobre a experiência e decidir de que forma irá impactar o futuro”, afirma o IADE – Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação da Universidade Europeia em comunicado. Para a autora do estudo, Sandra Rodrigues, “o aspeto mais positivo desta experiência é que podemos estar perante uma excelente oportunidade de nos prepararmos para o ensino do século XXI. Fala-se, essencialmente, no ensino da autonomia, flexibilidade, capacidade de adaptação e sentido crítico. E agora, mais do que nunca, sobre criatividade para resolver problemas e lidar com o imprevisto. As escolas do futuro, certamente, irão funcionar com base em novas premissas, onde seguramente estará incluído o acesso à tecnologia e formatos mistos ou híbridos de ensino“.

“É possível que este seja o momento da tão esperada mudança de paradigma, no estilo de vida das empresas e dos colaboradores, mas também o da urgência de reestruturar o modo como o mundo encara o trabalho. Contudo, é na escola que está o maior desafio”, remata a investigadora.

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