Líderes empresariais estão menos adeptos do teletrabalho e só esperam retoma em 2022

Quase metade dos presidentes executivos de 500 empresas globais só esperam o regresso ao "normal decurso" dos seus negócios em 2022. Apenas três em cada dez consideram um modelo híbrido de trabalho.

Quase metade dos presidentes executivos (CEO) de 500 empresas mundiais espera um regresso dos negócios à normalidade apenas em 2022. A conclusão resulta de inquérito promovido pela KPMG, que revela também uma menor inclinação para incentivar o trabalho remoto face ao verificado há seis meses.

Apesar de a maioria esperar uma melhoria da atividade já só no próximo ano, o KPMG CEO Outlook Pulse Survey de 2021 aponta que 31% dos gestores inquiridos acreditam que a retoma da “normalidade” na atividade das suas empresas deve acontecer ainda este ano. 24% confessam que o seu modelo de negócio ficou permanentemente alterado pelo impacto da pandemia.

Do estudo, feito entre fevereiro e março de 2021, resulta também a conclusão de que os gestores estão menos inclinados para o teletrabalho do que estavam há seis meses. “Apenas 17% dos líderes empresarias procuram reduzir a presença física no escritório, em resultado da pandemia, por oposição a 69% dos inquiridos em agosto de 2020”, refere a KPMG em comunicado. “Apenas três em cada dez admitem um modelo híbrido no que diz respeito aos tipos de trabalho dos seus recursos humanos: remoto e físico”, acrescenta a consultora.

A maioria destes líderes (61%) diz esperar ver mais de metade da população vacinada antes de avançar para o regresso ao escritório. Aliás, a maioria (55%) está também apreensiva com a demora deste processo e, consequentemente, com o demorado acesso dos seus colaboradores à vacina, o que influencia esse regresso e a retoma.

Alguns admitem estar inseguros devido à “desinformação” relacionada com as vacinas, por poder motivar a recusa dos trabalhadores em serem vacinados. Assim, a quase totalidade dos responsáveis (90%) consideram pedir aos funcionários que reportem informação à empresa quando forem vacinados.

“O cenário de terem os seus colaboradores vacinados dá uma dose de otimismo, sobre a qual [os líderes] se baseiam para preparar a nova realidade”, explica Bill Thomas, presidente global da KPMG, citado em comunicado.

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