Brisa na “short-list” para comprar 50% da colombiana Odinsa

A Brisa, agora liderada por António Pires de Lima, concorreu à compra de 50% do capital da Odinsa, a maior concessionária de auto-estradas da Colômbia

A Brisa foi qualificada para uma “short-list” de candidatos que passam à segunda fase da operação de compra de 50% do capital da colombiana Odinsa, uma gestora de concessões de autoestradas naquele país controlada pelo grupo Argos, revelou ao ECO uma fonte conhecedora do concurso. É o regresso da empresa liderada por António Pires de Lima aos negócios internacionais depois da mudança da estrutura acionista. Agora, a Brisa é controlada em 81,1% por um consórcio de três fundos internacionais (APG, NPS e SLAM) e o grupo José de Mello passou à condição de acionista minoritário.

Este concurso foi lançado no final do ano passado e a Brisa foi um dos candidatos a apresentar uma proposta não-vinculativa por uma participação de 50% na Odinsa, uma operadora fundada em 1992 e especializada no desenvolvimento de infraestruturas na área rodoviária e aeroportuária. Além de Brisa, terão passado também o Grupo Romero, o fundo de private equity CDPQ (do Canadá) e um quarto concorrente que não foi possível identificar até ao momento. Os números das propostas não-vinculativas estão também em segredo.

Contactada oficialmente, a Brisa não faz comentários. Agora, o concurso passará para a fase das propostas vinculativas e, mesmo que a Brisa não venha a ganhar a operação, há aqui uma novidade na estratégia recente da concessionária de infraestruturas com sede em Portugal: Voltou à internacionalização.

Neste momento, os acionistas da Brisa e a gestão executiva estão a discutir um novo plano estratégico, que deverá ser conhecido até ao verão, mas esta iniciativa antecipa que, com outro fôlego financeiro, a companhia poderá regressar a uma estratégia de internacionalização. A Brisa tinha entrado no Brasil, na operadora CCR, e acabou por sair em 2010.

Em 2020, a Brisa viu o lucro cair quase 40% para 124,2 milhões de euros, com o resultado da maior concessionária rodoviária do país a ser pressionado pela quebra de 25% no tráfego automóvel nas suas autoestradas, devido às restrições provocadas pela pandemia. Com seis concessões rodoviárias, a Brisa assegura a operação de cerca de 1.628 km em Portugal, numa rede composta por 17 autoestradas, incluindo a A1, A2 e A3.

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