Desemprego mantém-se nos 6,9% em fevereiro e população empregada aumenta

No segundo mês de 2021, a taxa de desemprego fixou-se em 6,9%, de acordo com o INE. População empregada aumentou, em pleno confinamento.

A taxa de desemprego fixou-se em 6,9%, em fevereiro, mantendo-se estável em relação ao mês anterior. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, no segundo mês de 2021, a população empregada aumentou 0,2%, face a janeiro, apesar de o país estar na altura em pleno confinamento. Por outro lado, a taxa de subutilização do trabalho agravou-se em 0,1 pontos percentuais (p.p.) para 13,9%.

De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira, em fevereiro, a população empregada correspondeu a 4.677,5 mil pessoas, mais 0,2% do que no mês anterior, mas menos 1,7% do que no período homólogo. Este crescimento do número de pessoas com um posto de trabalho deu-se em pleno confinamento, isto é, numa altura em que milhares de empregadores tinham a sua atividade suspensa ou encerrada por imposição legal ou administrativa. Os dados vêm mostrando, contudo, que este segundo confinamento teve um impacto menos severo na economia do que o da primavera de 2020, o que ajuda a explicar o aumento da população empregada agora identificado pelo INE.

Por outro lado, fevereiro foi sinónimo de uma diminuição da população desempregada face ao mês anterior. Em causa está uma quebra de 0,3% para 344,2 mil pessoas. Em comparação com fevereiro de 2020, verificou-se, ainda assim, um aumento de 3,8%.

Já no que diz respeito à taxa de desemprego, o segundo mês do ano não trouxe alterações face ao mês anterior. O indicador em questão manteve-se em 6,9%, o mesmo valor que em janeiro, mas mais 0,4 pontos percentuais que no período homólogo.

Entre os jovens, a taxa de desemprego situou-se em 21,6%, menos 1,4 pontos percentuais do que no mês anterior. Em comparação, entre os adultos, o indicador fixou-se significativamente abaixo (5,9%), mas registou-se a tendência inversa, isto é, aumentou (0,1 pontos percentuais).

O INE indica, além disso, que, em fevereiro, a taxa de subutilização do trabalho agravou-se em 0,1 pontos percentuais, face ao mês anterior, para 13,9%. Em comparação com fevereiro de 2020, verificou-se um salto de 1,2 pontos percentuais. A subutilização do trabalho inclui a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inativos à procura de emprego mas não disponíveis e os inativos disponíveis mas que não procuram emprego.

Na nota divulgada esta segunda-feira, é detalhado que, tal como a população desempregada, também a população inativa diminuiu em fevereiro. Face ao mês anterior, caiu 0,3% para 2.653,7 mil pessoas, valor que fica, ainda assim, acima daquele registado em fevereiro de 2020. Contas feitas, a taxa de inatividade situou-se em 34,6%, menos 0,1 p.p. do que em janeiro, mas mais 0,9 p.p. do que em fevereiro de 2020.

Em fevereiro, a população ativa aumentou, face ao mês anterior, 0,2% para 5.021,7 mil pessoas, estima o INE. Ainda assim, na comparação com fevereiro de 2020, registou-se um recuo de 1,3%. “Este padrão foi também observado para a taxa de atividade desse mês (65,4%): aumentou 0,1 p.p. quando comparada com janeiro de 2021 e diminuiu 0,7 p.p. e 0,9 p.p. quando comparada com novembro e fevereiro de 2020, respetivamente”, sublinha o Instituto de Estatística.

Para mitigar a escalada do desemprego provocado pela pandemia de coronavírus, o Governo tem lançado vários apoios para as empresas, como o lay-off simplificado e o apoio à retoma progressiva. O Executivo de António Costa estima, no Orçamento do Estado para 2021, que, no conjunto do ano, a taxa de desemprego se situe em 8,2%. Já o Banco de Portugal vê esse indicador nos 7,7%.

(Notícia atualizada às 11h40)

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