DBRS mantém ratings do Novo Banco e espera injeção do Fundo de Resolução

Agência manteve ratings do Novo Banco com base na injeção de capital por parte do Fundo de Resolução este trimestre. Mas deixou avisos sobre impacto da pandemia no malparado do banco.

A DBRS Morningstar manteve os ratings do Novo Banco, incluindo o rating de longo prazo em B (alto), e disse confiar que o banco vai receber nova injeção do Fundo de Resolução no decorrer deste trimestre. Ainda assim, a agência alertou para o elevado rácio de malparado e para o impacto da pandemia no banco após o fim das medidas de apoio, como as moratórias e o lay-off.

“A confirmação dos ratings reflete o progresso na redução do crédito malparado e outros ativos não core, a esperada continuação de apoio de capital através do acordo de capital contingente por parte do Fundo de Resolução, assim como a estabilidade do banco enquanto quarto maior banco de empresas em Portugal”, justifica a DBRS numa nota publicada esta sexta-feira.

Ainda assim, acrescentou, os ratings continuam “a refletir o elevado montante de ativos problemáticos e a fraca rentabilidade” do banco.

A confirmação dos ratings reflete o progresso na redução do crédito malparado e outros ativos não core, a esperada continuação de apoio de capital através do acordo de capital contingente por parte do Fundo de Resolução, assim como a estabilidade do banco enquanto quarto maior banco de empresas em Portugal.

DBRS Morninstar

Comunicado

Apesar da melhoria observada no ano passado, o rácio de NPL do Novo Banco, que ficou nos 8,9% em 2020, “continua a ser mais elevado do que a média europeia e o elevado montante de ativos problemáticos do legado continua a pesar nos resultados do banco”, observa a agência de rating. O Novo Banco registou prejuízos de 1,3 mil milhões de euros em 2020, depois de um resultado negativo de 1,1 mil milhões em 2019.

Por outro lado, a tendência negativa dos ratings de longo prazo considera os riscos para a posição financeira do banco e o seu plano de reestruturação decorrentes da disrupção causada pela pandemia de Covid-19, de acordo com a DBRS.

“Até ao momento, as medidas de apoio incluindo os esquemas de lay-off, as moratórias nos empréstimos e as linhas de crédito com garantia pública ajudaram a mitigar o impacto. Contudo, na nossa opinião, os riscos para a qualidade dos ativos serão mais pronunciados quando estas medidas forem retiradas”, consideraram os analistas.

O Novo Banco tinha 6,9 mil milhões de euros de crédito em moratória, representando cerca de 27% da sua carteira de crédito, sendo que a maioria das moratórias vai expirar no terceiro trimestre de 2021.

A DBRS destacou ainda “os fracos rácios de capital do banco no final de 2020, assim como a incerteza em torno da esperada injeção de capital no âmbito do acordo de capital contingente (CCA)”, depois da decisão do Parlamento de bloquear a inclusão de mais fundos no orçamento do estado para 2021.

Mas mantém a confiança de que o banco vai receber a injeção. “Apesar da atual incerteza política, acreditamos que será encontrada uma solução tendo em conta que o primeiro-ministro e o ministro das Finanças disseram publicamente que as autoridades portuguesas vão honrar os seus compromissos no âmbito do CCA, suportando a nossa visão de que será disponibilizado capital ao Novo Banco no segundo trimestre de 2021”.

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