Dos milhões da Superliga às 36 equipas da Champions. Veja as diferenças

O futebol europeu foi "abalado" pelo anúncio de duas novas competições que prometem agitar não as redes das balizas mas sim as paixões dos adeptos europeus.

Depois da Superliga Europeia, veio a restruturação da conhecida Liga dos Campeões, da UEFA. O futebol do Velho Continente, como o conhecemos, poderá nunca mais voltar a ser o mesmo.

De um lado temos uma competição que pretende juntar os clubes mais ricos do “desporto rei” numa liga restrita, neste momento, a clubes oriundos de apenas três países (Inglaterra, Itália, Espanha). Do outro, temos a UEFA que decidiu dar uma nova face à sua competição de bandeira, com um alargamento da prova a mais equipas.

Quais são as maiores diferenças entre estas duas competições? Para responder à questão, o ECO fez um comparativo entre estas provas.

A exclusividade não faz a força, mas Superliga traz milhões

A nova competição anunciada pelos clubes fundadores não é uma novidade junto dos aficionados do “desporto rei”, pois a ideia desta competição já vem sendo discutida nos últimos anos pelos clubes de maior poderio financeiro no continente europeu.

A ideia ganhou mais força com o surgimento da pandemia de Covid-19, em que inúmeros emblemas um pouco por todo o lado sofreram quebras de receita avultadas — devido em muito há falta de adeptos nos estádios — e que levou os clubes “ricos” a passarem rapidamente o conceito do papel para a realidade.

Mas como será estruturada esta nova competição que tem data marcada para iniciar em agosto de 2022?

Primeiramente, de acordo com os dados atualmente existentes, a Superliga Europeia irá contar inicialmente com 12 clubes fundadores, são eles: Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United, Tottenham, Real Madrid, Barcelona, Atlético Madrid, AC Milan, Inter Milão e Juventus. Porém, a organização prevê atingir um total de 15 clubes fundadores e contar ainda com cinco emblemas convidados a cada edição da prova, consoante o desempenho desportivo destas equipas.

No total, a Superliga Europeia contará com a presença de 20 clubes. Haverá dois grupos com 10 equipas, que terão de se enfrentar duas vezes — um jogo fora e outro em casa — como se fosse uma espécie de mini-campeonato.

Após a fase de grupos, oito clubes serão classificados para a fase de eliminatórias, com partidas em casa e fora a começar nos quartos-de-final até à final de um único jogo. As partidas decorrerão durante a semana, tal como acontece na Liga dos Campeões.

Quanto aos montantes que cada clube irá auferir, estes podem ser megalómanos. A título de exemplo, os clubes fundadores receberão um pagamento único de 3,5 mil milhões de euros “dedicados exclusivamente à realização de planos de investimento em infraestrutura e compensação do impacto da pandemia Covid-19”, de acordo com o comunicado emitido. Isto perfaz um montante de cerca de 230 milhões de euros de prémio de “boas-vindas” para cada um.

Além disso, cada um dos emblemas fundadores terá direito a um valor fixo de 264 milhões de euros por ano, milhões que virão das transmissões televisivas dos jogos e futuros acordos comerciais.

Os organizadores da Superliga falam ainda em “pagamentos de solidariedade” que irão crescer em linha com as receitas da competição e que podem vir a superar os 10 mil milhões de euros durante o período inicial.

Restruturação oferece inclusão à “velhinha” Liga dos Campeões

Ao mesmo tempo em que era anunciada a nova Superliga Europeia, a UEFA revelou ao mundo uma nova versão da Liga dos Campeões, que entrará em ação em 2024. Ao contrário do conceito de exclusividade que caracteriza a Superliga, esta nova “cara” da Champions pretende ser mais inclusiva.

O organismo que tutela o futebol europeu anunciou que a a Liga dos Campeões vai passar de 32 para 36 equipas, num modelo sem fase de grupos, passando para uma liga única em que cada uma joga contra 10 adversários, cinco partidas em casa e cinco jogos fora.

Os oito melhores classificados vão ser apurados diretamente para os 16-avos-de-final, enquanto os que ficarem entre o 9.º e o 24.º lugar vão disputar um play-off para apurar outras oito equipas. Do 25.º para a frente, as equipas vão ser eliminadas e, ao contrário do que acontecia anteriormente, nenhuma será repescada para a Liga Europa.

Quanto à redistribuição financeira da nova edição da Liga dos Campeões, esta ainda não é conhecida, mas se olharmos para os prémios levados a cabo pela UEFA, para o triénio 2018-2021, o clube que vencer a prova poderá levar para casa um montante a rondar os 82,5 milhões de euros, caso vença todos os duelos da fase de grupos.

A estes valores somam-se dinheiros relativos aos direitos de transmissão dos jogos, o chamado market pool. A UEFA distribuiu esta temporada um total de 292 milhões de euros pelos 32 clubes.

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