Repsol obtém lucros de 648 milhões de euros no 1º trimestre contra perdas um ano antes

  • Lusa
  • 29 Abril 2021

Este é o primeiro resultado positivo alcançado desde o terceiro trimestre de 2019, uma mudança que a empresa atribui à força do modelo empresarial baseado na diversificação e transição energética.

A Repsol obteve lucros líquidos de 648 milhões de euros no primeiro trimestre, contra perdas de 487 milhões de euros um ano antes, provocadas pela queda dos preços do petróleo e pelo colapso da procura devido à pandemia.

Este é o primeiro resultado positivo alcançado pela empresa de energia desde o terceiro trimestre de 2019, uma mudança de sinal que a empresa atribui à força do modelo empresarial baseado na diversificação e transição energética, bem como a uma gestão eficiente, as medidas postas em prática para enfrentar a pandemia.

O regresso ao lucro deveu-se também ao impacto positivo do efeito patrimonial nas empresas industriais, que passou de -790 milhões de euros para 321 milhões de euros, principalmente devido ao aumento dos preços do petróleo.

O resultado líquido ajustado, que mede o desempenho das unidades de negócio da empresa, foi de 471 milhões de euros, 5,4% acima do registado no mesmo período em 2020, apresentando resultados sólidos nas áreas de Exploração e Produção e Química.

“O modelo de negócio integrado da Repsol provou ser decisivo para estes resultados positivos apesar da enorme dificuldade do contexto atual, que tem afetado significativamente os setores da Refinação e da Mobilidade”, refere a empresa.

De acordo com as contas enviadas à Comissão Nacional do Mercado de Valores Mobiliários espanhola (CNMV), o lucro bruto de exploração (Ebitda) foi de 1.837 milhões de euros, cinco vezes mais do que um ano antes.

“Tivemos um desempenho positivo num ambiente extremamente difícil que nos obriga a continuar a trabalhar arduamente, da forma mais eficiente e flexível possível. Estamos a lançar as bases para o futuro da Repsol, avançando nos nossos objetivos de descarbonização com projetos de ponta que reforçam a indústria espanhola e nos ajudam a recuperar da crise”, disse o CEO (Chief Executive Officer) da Repsol, Josu Jon Imaz.

No primeiro trimestre, todas as áreas de negócio obtiveram um fluxo de caixa operacional positivo, que totalizou 1.030 milhões de euros, mais 73% do que entre janeiro e março de 2020, e o grupo reduziu a dívida líquida em 5% para 6.452 milhões (incluindo os arrendamentos).

A área de Exploração e Produção (Upstream) gerou um resultado líquido ajustado de 327 milhões de euros, contra 90 milhões no ano anterior, graças à eficiência, otimização das operações e reduções de custos que permitiram à empresa tirar partido da recuperação dos preços internacionais do petróleo (22% no caso do Brent) e do gás (35% no caso do Henry Hub).

A produção média ascendeu a 638.000 barris de equivalentes de petróleo por dia, em linha com os números estabelecidos no Plano Estratégico até 2025 e ligeiramente superior à do trimestre anterior.

A divisão Industrial contribuiu com 73 milhões, menos 75%, atingida pelo impacto negativo da covid-19 nas condições do mercado internacional.

Os negócios de Química e Comércio por Grosso e de Gás tiveram um desempenho positivo, enquanto a Refinação sofreu as consequências da pandemia para o setor como um todo, com margens baixas e paralisações de atividade.

Além disso, a área está a ser atingida pela incerteza gerada pela transição energética, que exigirá grandes projetos e investimentos nos próximos anos para alcançar os objetivos de transformação e descarbonização estabelecidos pela Repsol, disse a empresa no comunicado.

O setor Comercial (Mobilidade) e das Renováveis contribuiu com um lucro de 101 milhões de euros, menos 16,5% do que um ano antes, depois das restrições de mobilidade adotadas em Espanha e os efeitos da tempestade Filomena terem reduzido a procura nas estações de serviço em 14% no trimestre.

A empresa investiu 2.906 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, menos 47% que um ano antes, tendo sido 40% do investimento aplicado em projetos de baixo teor de carbono.

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