Ter uma conta bancária pode não custar nada ou mais de 100 euros por ano

Relatório de Supervisão Comportamental do Banco de Portugal mostra que as comissões associadas aos vários produtos podem ser bastante diversos nos diferentes bancos.

Bancos diferentes apresentam encargos diferentes aos seus clientes nos produtos e serviços que disponibilizam, muitos deles iguais. E há diferenças nos valores cobrados que vale a pena ter em atenção, isto porque chegam a centenas de euros ao final de apenas um ano.

O Relatório de Supervisão Comportamental mostra que a despesa associada a cada um dos produtos e serviços de forma independente é bastante diferente nos diferentes bancos. Mas vamos por partes. Ter uma conta bancária normal em Portugal custa, em média, 57,6 euros. Porém, há bancos em território nacional que isentam os clientes desta comissão de manutenção de conta, que noutras instituições pode ir até aos 124,8 euros. Uma diferença que supera, assim, a centena de euros.

O mesmo acontece, por exemplo, com as contas base. Os bancos a operar em território nacional cobravam aos seus clientes, por ano, um valor compreendido entre os 56,16 e os 124,80 euros, com o valor médio a fixar-se nos 63,64 euros. Já nas contas de Serviços Mínimos Bancários, que em muitas instituições financeiras estão isentas de custos, o banco com a oferta mais cara obriga o cliente a pagar 4,31 euros.

Existem também entidades financeiras que isentam os seus clientes das comissões associadas à disponibilização de um cartão de débito ou de crédito. No primeiro dos casos, este é um serviço que custa, em média, 17,04 euros, podendo ascender aos 31,20 euros. Nos cartões de crédito os montantes são um pouco superiores, podendo ir até aos 36,19 euros por cada cartão disponibilizado. Porém, o valor médio associado a esse serviço em Portugal é de 17,46 euros.

Por outro lado, a realização de transferências bancárias também traz encargos variados para os clientes de diferentes bancos. Fazer uma transferência ao balcão de uma entidade bancária envolve, de acordo com dados referentes a 2020, um encargo compreendido entre os 2,60 e os 45,76 euros, nos bancos com a oferta mais dispendiosa. Uma diferença que supera as quatro dezenas de euros, mostra o Banco de Portugal.

Olhando para os casos das transferências realizadas através da internet e de dispositivos móveis, estas não acarretam qualquer custo em algumas instituições bancárias. Porém, o encargo pode ir, respetivamente, até aos 15,60 e aos 1,82 euros em cada um destes casos, consoante o banco onde detém a conta.

Já no caso de levantamento de dinheiro ao balcão, a discrepância ronda os 20 euros entre as entidades bancárias que cobram mais e as que cobram menos. Isto porque, em 2020, esse montante nunca superou esse valor, havendo certos bancos que nem sequer aplicam custos a este encargo.

Já o adiantamento de dinheiro, nos bancos com a oferta mais barata, envolve custos de 8,49 e de 8,65 euros, caso os pedidos sejam feitos no ATM ou no balcão da entidade bancária, respetivamente. Valores que sobem para os 15,08 e 15,34 euros, por esta ordem, nas instituições com as comissões desta natureza mais elevadas.

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