Um concelho volta atrás no desconfinamento. Quatro avançam para a fase seguinte

São quatro os concelhos que avançam para a fase seguinte no desconfinamento, enquanto um se vê forçado a recuar.

Desta vez, apenas um concelho do país vê-se forçado a recuar no plano de desconfinamento delineado pelo Governo, ao passo que outros quatro podem avançar para a fase seguinte. Por sua vez, outros quatro concelhos terão de permanecer na fase em que estão. Após a reunião do Conselho de Ministros, que decorreu esta quinta-feira, a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, deu a conhecer quais os municípios que ficam ainda de fora da última fase do desconfinamento.

Sabia-se já que podem ser adotadas medidas diferentes para cada município ou até mesmo freguesia, com o nível de incidência da doença nos mesmos a determinar se estes teriam ou não de recuar no desconfinamento. Ou seja, os locais que se encontram na zona laranja da chamada matriz de risco, por terem mais de 120 casos por 100 mil habitantes, seriam assim obrigados a travar o desconfinamento.

Apenas um concelho terá, agora, de recuar para a fase anterior do plano de desconfinamento, pelo facto de ter, há duas semanas consecutivas, uma incidência acima de 240 casos por 100 mil habitantes. É o caso de Cabeceiras de Bastos. Já Carregal do Sal, Paredes, Resende e as duas freguesias de Odemira que tem estado sob cerca sanitária vão ter de ficar na fase em que se encontram, não podendo avançar no desconfinamento.

Outros quatro concelhos, que não se encontravam já na última fase do desconfinamento, irão ter agora a possibilidade de avançar. Isto porque a sua incidência ficou, esta semana, abaixo do patamar de risco (120 casos por 100 mil habitantes), podendo assim prosseguir com a reabertura. É o que acontece com Miranda do Douro, Aljezur, Portimão e Valongo.

Os mais recentes dados da Direção-Geral da Saúde (DGS), divulgados na passada sexta-feira, mostraram que eram 41 os municípios portugueses que se encontravam nesta situação. Porém, é preciso que um concelho tenha essa mesma incidência há, pelo menos, duas semanas, de forma a que o seu desconfinamento seja comprometido.

Tal como indicado pela ministra Mariana Vieira da Silva, a grande globalidade dos concelhos do país vai passar assim para a última das quatro fases de desconfinamento previstas no plano desenhado pelo Governo, sendo permitida, por exemplo, a prática de todas as modalidades desportivas e de atividade física ao ar livre, bem como a realização de aulas de grupo nos ginásios.

Apenas Cabeceiras de Bastos e Paredes ficarão no terceiro patamar (abertura de todas as lojas e centros comerciais e de restaurantes, cafés e pastelarias, para grupos compostos por um máximo de quatro pessoas, nomeadamente), enquanto Carregal do Sal e Resende se ficam pela segunda fase (abertura das esplanadas para um limite de quatro pessoas por mesa e funcionamento de lojas até 200 metros quadrados com porta para a rua, a título de exemplo).

Na fase primária do plano de desconfinamento ficam apenas as duas freguesias do município de Odemira que vivem uma situação mais problemática (São Teotónio e Longueira/Almograve), com as esplanadas, ginásios, lojas e museus a ficarem encerrados, com outras medidas restritivas a estarem ainda em vigor.

O caso particular de Odemira foi destacado por Mariana Vieira da Silva, referindo que nestas duas freguesias em concreto será mantida a cerca sanitária. Porém, acrescentou ainda que foram definidas condições especiais de entrada nas mesmas por motivos profissionais e outras condições de exceção previstas na lei.

Na anterior atualização, foram sete concelhos e duas freguesias a ficarem de fora da última fase de desconfinamento, prevista para 3 de maio. Portimão permanecia retido na primeira fase, acontecendo o mesmo com as já referidas duas freguesias do município de Odemira. Por sua vez, Aljezur, Resende e Carregal do Sal estavam, até agora, a reger-se pelas regras associadas à segunda fase, com Miranda do Douro, Paredes e Valongo a terem um pouco mais de abertura, ao estarem na terceira fase.

(Notícia atualizada às 17h42 com mais informação)

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