Marsh tem 25% dos clientes com gestão de risco desalinhada da estratégia de longo prazo

  • ECO Seguros
  • 18 Maio 2021

Apesar de consensuais sobre crescente ameaça representada por um conjunto de riscos emergentes, a maioria das empresas continua a ignorar e a subestimar o impacto dessas ameaças no seu negócio.

A Marsh, líder global em consultoria de risco e corretagem de seguros, identificou grandes disparidades na perceção e capacidade de resposta das organizações (clientes da companhia) a ameaças derivadas de seis categorias de risco, nomeadamente pandémico; cibernéticos; tecnologias emergentes; alterações climáticas; sociais e governance (ESG); alterações regulatórias e de geopolítica.

“A resiliência está cada vez mais relacionada com a viabilidade, com o potencial de crescimento e com a competitividade de uma empresa“, afirma a empresa do universo Marsh McLennan Companies (MMC). “Apesar de um vasto consenso entre grandes e médias empresas sobre a crescente ameaça representada por um conjunto de riscos emergentes, a grande maioria continua a ignorar e a subestimar o impacto destes riscos nos seus negócios”, segundo o estudo Marsh Risk Resilience.

A análise, baseada em inquérito a 1 000 organizações – clientes da empresa – em diversas regiões do mundo, dois terços das quais situadas América do Norte, Europa continental e Reino Unido (EUA e Canadá representam 36% da base do estudo e, em conjunto, Europa e R. Unido fazem os outros 30% do universo inquirido), teve por objetivo aferir a resiliência dos inquiridos àquelas seis categorias de risco.

Segundo afirma a Marsh, “1 em cada 4 empresas não alinha os seus processos de gestão de risco e de subscrição de seguro com estratégias de crescimento a longo prazo”. O diagnóstico conclui também que “apenas 25% das empresas” adotam abordagem formal ou abrangente para “avaliar o impacto destes riscos nos seus negócios, apesar de identificarem estes riscos como ameaças crescentes”. Segundo afirma a Marsh Portugal, isto “leva as empresas a estarem mais vulneráveis a interrupções, imediatas e a longo prazo, das suas operações, ativos e fluxos de receitas”.

O estudo demonstra que as empresas estão sobretudo “concentradas nas ameaças a curto prazo, mais do que nas que são percecionadas como severidade elevada, mas de baixa frequência”.

Mas, as empresas inquiridas disseram também que os seus clientes e consumidores seriam mais afetados por cinco dos seis riscos emergentes. No entanto, essas empresas “não implementam processos eficazes para se adaptarem, aprenderem e evitarem interrupções para este público crucial, o que pode levar a implicações financeiras significativas”, refere o comunicado da Marsh Portugal.

À medida que novos desafios continuam a surgir, o cenário de risco torna-se cada vez mais complexo e o estudo fala da “vantagem competitiva que as empresas resilientes podem obter”. O relatório diz que “uma organização resiliente é capaz de antecipar o risco, minimizar as perdas e retomar rapidamente o seu negócio após um incidente“, ganhando assim uma vantagem competitiva para com as empresas menos preparadas.

“A pandemia de COVID-19, o encerramento temporário do Canal de Suez, os grandes ataques cibernéticos, bem como outros acontecimentos recentes, expuseram a fragilidade dos sistemas globais das empresas para gerir grandes crises,” afirma Fernando Chaves, Risk Specialist da Marsh Portugal. “Conforme o nosso relatório destaca, as estratégias eficazes para construir empresas mais resilientes não só facilitarão uma recuperação mais rápida, como também se tornarão, cada vez mais, uma vantagem competitiva”.

“Os resultados ao nosso inquérito mostram que é necessário trabalhar mais no que diz respeito à antecipação e a prevenção de riscos emergentes, à medida que estes se desenvolvem”, acrescenta Fernando Chaves. “A resiliência é um percurso que as empresas têm de priorizar,” reforça. De acordo com a Marsh, “o percurso até à resiliência envolve quatro passos e comportamentos comuns”:

  • antecipar riscos importantes;
  • associar a gestão de risco à estratégia de negócio;
  • evitar lacunas na perceção da preparação;
  • avaliar informação relevante.

Em conjunto, “estes passos podem transformar a gestão de risco e apoiar as organizações a tornarem-se mais resilientes“, prescreve.

O relatório Marsh Risk Resilience resulta de inquérito a cerca de 1 000 clientes da companhia, realizado no início de 2021. Os respondentes representam mais de 36 indústrias, “incluindo o fabrico, energia, setor imobiliário, retalho, construção, saúde, instituições financeiras e serviços profissionais,” lista o comunicado da consultora de risco e corretora de seguros.

Nota: Notícia alterada às 17h55, com retificações da Marsh à primeira informação divulgada.

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