Inquérito ao Novo Banco vai ser prolongado por mais 2 meses

Comissão de inquérito ainda tem mais de duas dezenas de audições por realizar. Com prazo a esgotar-se no final da próxima semana, deputados decidem amanhã um prolongamento dos trabalhos por 60 dias.

Os trabalhos da comissão de inquérito às perdas do Novo Banco vão ser prolongados por mais 60 dias, adiantou uma fonte do Parlamento ao ECO. O prazo termina na próxima semana no dia 28 de maio, pelo que se impõe uma extensão do período da comissão face às mais de duas dezenas de audições que ainda estão por realizar.

Os deputados vão votar a extensão do prazo esta quinta-feira, em reunião da mesa e coordenadores que terá lugar depois da audição por videoconferência de Nuno Vasconcellos, ex-presidente da Ongoing e um dos grandes devedores do Novo Banco. Será também nesta reunião que vai ser decidida a convocatória (ou não) de Rui Pinto à comissão.

Nessa medida, inquérito ao Novo Banco irá estender-se até final de julho, sendo que o prazo original apontava para o início de maio como a data para o fim dos trabalhos. Entretanto, com o confinamento de janeiro e fevereiro, houve uma suspensão dos prazos em cerca de um mês, atrasando os trabalhos da comissão.

A primeira audição aconteceu no dia 10 de março, com o antigo vice-governador do Banco de Portugal e autor do relatório secreto sobre a atuação no BES, João Costa Pinto. Desde então, os deputados realizaram mais 28 audições, incluindo a audição com o presidente do Novo Banco, António Ramalho.

Já na próxima semana deverão ser ouvidos vários diretores de departamentos do Novo Banco e os presidentes da GNB Gestão de Ativos (João Pina Pereira), GNB Real Estate (Volkerkt Reig) e GNB Seguros (Paulo Vasconcelos).

Depois, no início de junho estão previstas audições com João Freitas, secretário-geral do Fundo de Resolução, os administradores do Novo Banco Luísa Soares da Silva e Rui Fontes, Gabriela Figueiredo Dias e Carlos Tavares, atual e antigo presidentes da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), e com Margarida Corrêa de Aguiar e José Almaça, atual e antigo presidentes da Autoridade de Supervisão dos Seguros e Fundos de Pensões (ASF).

Para último deverão ser chamados Fernando Ulrich (ex-presidente do BPI), Paulo Macedo (presidente da Caixa Geral de Depósitos) e Miguel Maya (presidente do BCP).

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