EMA rejeita segunda dose da vacina da AstraZeneca a quem gerou coágulos depois da primeira

O regulador europeu defendeu que a 2.ª dose da vacina da AstraZeneca não deve ser administrada a pessoas tenham tido coágulos sanguíneos associados a um baixo teor de plaquetas após a 1.ª toma.

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) recomendou que a segunda dose da vacina da AstraZeneca não deve ser administrada a pessoas que tenham tido coágulos sanguíneos associados ao baixo teor de plaquetas, na sequência da primeira dose. Em simultâneo, o regulador recomenda que as pessoas inoculadas com esta vacina sejam seguidas nas três semanas posteriores à vacinação.

O Comité dos Medicamentos de Uso Humano (CHMP) da EMA sinalizou, em comunicado, que os profissionais de saúde “não devem dar a vacina da Vaxzevria [nome comercial da AstraZeneca] a ninguém que teve coágulos sanguíneos aliados ao baixo teor de plaquetas (trombose com síndrome de trombocitopenia, TTS) após receber a vacina”.

Além disso, o regulador europeu recomenda que as pessoas que recebam a vacina da AstraZeneca devem ser monitorizadas “nas três semanas seguintes à vacinação“, de modo a “verificar se há sinais de formação de coágulos sanguíneos”, bem como de baixo teor de plaquetas. Por fim, a EMA sublinha que os profissionais de saúde devem “garantir que os doentes com coágulos sanguíneos aliados ao baixo teor de plaquetas após a vacinação recebam cuidados especializados”.

Esta é a primeira recomendação mais “restritiva” relativamente à vacina da AstraZeneca, já que até então o regulador não recomendava qualquer limitação (nem sequer no que toca a faixas etárias específicas), garantindo que as pessoas vacinadas com a primeira dose da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19 deviam receber a segunda dose da mesma vacina.

No início de abril, a EMA concluiu que há uma possível relação” entre a formação de coágulos sanguíneos e a administração da vacina anglo-sueca,tendo apenas recomendado que estes efeitos colaterais fossem incluídos na lista de efeitos adversos. No entanto, o regulador continua a garantir que a vacina é segura e eficaz e que “os benefícios continuam a superar os riscos”.

Face a esta ligação, vários países europeus, incluindo Portugal, decidiram limitar a administração da vacina da farmacêutica anglo-sueca a uma faixa etária específica, sendo que a maioria está a aplicar esta vacina apenas aos maiores de 60 anos.

Os países continuam a divergir nas decisões relativamente ao uso desta vacina e à medida que vão surgindo novos estudos sobre a combinação desta vacina com vacinas RNA mensageiro (como é o caso da Pfizer e da Moderna), a lista de países que está a decidir administrar uma dose alternativa vai crescendo, havendo já seis países que decidiram administrar uma dose de outra vacina. São eles: Dinamarca, Finlândia, França, Suécia, Alemanha e Espanha.

Quanto a Portugal, ao ECO, a DGS revelou que a Comissão Técnica “está a analisar” os primeiros resultados de um estudo em curso no Reino Unido, bem como de outro estudo realizado pelo Instituto da Saúde Carlos III, em Espanha. Atualmente a recomendação é que os menores de de 60 anos que já levaram a primeira dose da AstraZeneca tomem a segunda dose da mesma marca. Contudo, caso não queiram terão que ficar a aguardar pelo parecer da Comissão Técnica.

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