Depósitos das famílias alcançam recorde de 165,5 mil milhões de euros em abril

Desde que a pandemia chegou a Portugal, em março de 2020, quase todos os meses foram de reforço dos depósitos das famílias nos bancos. A única exceção foi em agosto de 2020.

Os portugueses “engordaram” ainda mais as poupanças que detém nos bancos em abril, mês em que o país avançou nas várias fases do plano de desconfinamento delineado pelo Governo. Dados divulgados esta segunda-feira pelo Banco de Portugal revelam que o montante associado aos depósitos bancários das famílias atingiu um novo máximo de sempre, fixando-se em 165,5 mil milhões de euros.

“Os depósitos de particulares nos bancos residentes totalizaram 165,5 mil milhões de euros no final de abril”, pode ler-se no comunicado do Banco de Portugal. Comparando com abril do ano passado, está em causa uma taxa de variação anual de 7,4%.

Já na comparação mensal, é uma subida de 880,8 milhões de euros face a março. O aumento fica acima do registado no mês anterior (794,3 milhões de euros), em que o país dava início ao desconfinamento.

Depósitos de particulares (taxa de variação anual)

Fica, desta forma, registado um novo máximo histórico nos valores dos depósitos de particulares. O anterior recorde tinha sido fixado no anterior mês de março e era de 164,6 mil milhões de euros. Desde que a pandemia chegou a Portugal, em março de 2020, quase todos os meses foram de reforço dos depósitos das famílias nos bancos. A única exceção foi em agosto de 2020.

Empréstimos às famílias em máximos de 2015

Os empréstimos a particulares atingiram, em abril, o valor mais elevado desde abril de 2015. O montante concedido às famílias através de empréstimos subiu para os 121.748 milhões de euros. Trata-se de um aumento de 391,6 milhões de euros face ao mês anterior.

Nos empréstimos para habitação, a taxa de variação anual foi de 3,3%, o que reflete um aumento de 0,3 pontos percentuais face a março. Em abril, o valor concedido para esse fim estava fixado nos 96.291 milhões de euros, um aumento face ao registado no mês anterior (95.935 milhões de euros). O valor destinado à aplicação em outros fins também cresceu nesse mês, para os 6.602 milhões de euros.

Nos empréstimos ao consumo, registou-se uma pausa na tendência decrescente que se tem evidenciado nos últimos meses. As financeiras concederam 18.855 milhões de euros para esse fim, mais 20,7 milhões de euros face a fevereiro. Neste caso, a taxa de variação anual aumentou 1,6 pontos percentuais relativamente ao mês anterior, para 0,3%.

Os dados divulgados esta segunda-feira pelo Banco de Portugal mostram ainda que os montantes associados aos empréstimos concedidos a empresas subiram face a período homólogo. “Em abril de 2021, os empréstimos concedidos pelos bancos a sociedades não financeiras apresentaram uma taxa de variação anual (tva) de 10,0%. Esta taxa não se alterou face ao registado no mês anterior, mas teve comportamentos diferenciados por classe de dimensão. Destacou-se a subida dos empréstimos às grandes empresas, cuja tva aumentou 1,0 pp, para 2,4% e, em sentido inverso, a tva dos empréstimos às médias empresas, que diminuiu 0,3 pp, para 6,9%”, revela o Banco de Portugal.

(Notícia atualizada às 12h00 com mais informação)

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