Risco de crédito: 76% dos CEO portugueses intervém diretamente na gestão de políticas

  • ECO Seguros
  • 31 Maio 2021

Os departamentos especializados na gestão do risco de crédito comercial têm papel primordial no momento da definição da política de riscos em apenas 17% das empresas, revela estudo divulgado pela CyC.

Em Portugal, os diretores gerais de 76% das empresas estão diretamente envolvidos na gestão de riscos de crédito das suas organizações, indica um estudo conjunto da Crédito y Caución (CyC) e Iberinform.

“Este elevado nível de participação da gestão de topo é um indicador de quanto a arbitragem entre as áreas técnica e comercial constitui um fator-chave para uma adequada gestão estratégica dos atrasos de pagamento de créditos, num contexto de mudança nos riscos associados às vendas de bens e serviços”, explica o relatório com conclusões do Estudo de Gestão de Riscos de Crédito em Portugal.

As áreas especializadas na gestão do risco de crédito comercial “têm papel primordial à hora de definir a política de riscos em apenas 17% das empresas”, enquanto a gestão técnica da política de riscos de crédito comercial recai, como tarefa adicional, nos departamentos financeiro e administrativo (62% das empresas).

Fonte: CyC, maio 2021

As direções comerciais (30%) também são parte na tomada de decisões. Ao longo do ciclo, “estes departamentos, que gerem diretamente a carteira de clientes e procuram vendas no mercado potencial, aumentam a sua colaboração com as áreas técnicas que definem as linhas de crédito comercial da empresa quando a perceção de risco de crédito aumenta“, explica a CyC.

De acordo com o Painel de Riscos do Setor Segurador, divulgado pela autoridade de Supervisão do setor segurador, com base em dados recolhidos em meados de abril, a conjuntura atual mantém-se “condicionada pela evolução da pandemia COVID-19.”

A categoria “riscos macroeconómicos permanece no nível alto, embora com tendência inclinada descendente, refletindo as expectativas de recuperação para o ano de 2021 em matéria de crescimento económico e de inflação.”

Ao nível dos riscos de crédito, para o conjunto da atividade seguradora, as políticas monetárias mantêm um papel estabilizador nos mercados financeiros, com a manutenção dos prémios de riscos da dívida pública e privada em níveis contidos, indicou o relatório da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).

 

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