Desemprego na Zona Euro com alívio ligeiro. Sobe em Portugal

Abril foi sinónimo de um recuo ligeiro do desemprego registado na Zona Euro. Já em Portugal, a taxa agravou-se.

A taxa de desemprego na Zona Euro caiu para 8%, em abril, de acordo com os dados publicados esta terça-feira pelo Eurostat. A contrariar essa tendência esteve Portugal, já que, por cá, a taxa em causa subiu 0,3 pontos percentuais (p.p.), face ao mês anterior.

No quarto mês de 2021, a área da moeda única viu a taxa de desemprego fixar-se em 8%, menos 0,1 p.p do que no mês anterior, mas mais 0,7 p.p. do que no período homólogo. Já na União Europeia, a taxa ficou nos 7,3%, estável face a março de 2021, mas superior aos 6,7% de abril de 2020.

Entre os jovens, a taxa de desemprego, tanto na Zona Euro como na UE, manteve-se estacionada em comparação com o mês anterior, tendo sido fixada em 17,2% e 17,1%, respetivamente. “Em abril de 2021, 2,939 milhões de jovens (menos de 25 anos) estavam desempregados na União Europeia, dos quais 2.348 milhões viviam na Zona Euro”, detalha o Eurostat, esta terça-feira.

Quanto à distribuição do desemprego por género, em abril, a taxa de desemprego das mulheres caiu para 7,6% na UE e para 8,5% na Zona Euro; Já a taxa de desemprego dos homens manteve-se estável nos 7%, no bloco comunitário, e nos 7,7%, na área da moeda única.

Tudo somado, o Eurostat estima que, em abril, havia 15.380 milhões de desempregos na UE, dos quais 13.030 viviam na Zona Euro. São menos 165 mil do que se tinha registado em março, no bloco comunitário, mas mais 1.406 milhões do que em abril de 2020.

Por cá, e ao contrário do registado a nível europeu, abril foi sinónimo de um agravamento do desemprego. A taxa portuguesa subiu para 6,9%, mais 0,3 p.p. que no mês anterior e mais 0,5 p.p. do que no mesmo mês de 2020. Tal evolução pode ser explicada, pelo menos em parte, pelo aumento da disponibilidade para procurar trabalho, o que determinou que os portugueses sem trabalho passassem a ser considerados desempregados e já não inativos. Ainda assim, a taxa portuguesa manteve-se abaixo da média da Zona Euro e da UE.

À semelhança de Portugal, também Espanha subiu a taxa de desemprego aumentar em abril, para 15,4%, tal como Itália (para 10,7%), República Checa (para 3,4%), Hungria (para 4,3%), Croácia (para 7,5%), Chipre (para 9,4%), Letónia (para 7,8%), Lituânia (para 7%) e Suécia (para 9,1%).

Entre os Estados-membros, Espanha apresenta a taxa de desemprego mais elevada (os tais 15,4%), enquanto a Polónia regista a mais baixa (3,1%).

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