Dona da FlixBus fecha ronda de financiamento de mais de 650 milhões de dólares

Em Portugal a empresa, que opera a rede de expressos Flixbus, planeia expandir e alcançar "posição de liderança dentro de dois ou três anos".

A FlixMobility, a dona da FlixBus e FlixTrain, fechou com sucesso uma ronda de financiamento série G de mais de 650 milhões de dólares (cerca de 532 milhões de euros). Com esta ronda o norte-americano Canyon Partners junta-se ao conjunto de acionistas da empresa cuja avaliação supera agora os 3 mil milhões de dólares (cerca de 2,5 mil milhões de euros). Em Portugal, a empresa lançou no verão passado uma rede de autocarros domésticos e planeia expansão. A partir de amanhã, Ponte de Lima, Viana do Castelo passam a estar ligadas pela empresa a Lisboa. As cidades de Viseu, Guimarães e Braga ficam igualmente ligadas numa nova linha, com paragem no Porto.

“O financiamento angariado é uma importante prova para o futuro e para a nossa visão de proporcionar mobilidade sustentável com FlixBus e FlixTrain no mundo inteiro”, diz Jochen Engert, co-fundador e CEO da FlixMobility. “Com esta ronda, estamos perfeitamente posicionados para enfrentar os nossos planos de crescimento e expansão internacional com a FlixTrain e FlixBus”, afirma ainda citado em nota de imprensa.

Esta ronda de investimento – uma combinação de capital próprio e dívida, tendo participado os fundadores da empresa, bem como investidores de rondas anteriores, tais como a General Atlantic, Permira, TCV, HV Capital, Blackrock, Baillie Gifford e SilverLake – permitirá à FlixBus “desenvolver a maior rede de autocarros nos EUA, Reino Unido e Portugal e consolidar ainda mais a sua liderança em França, Turquia e Europa de Leste”, explica a empresa. A companhia está ainda a “preparar-se para se expandir para novos mercados após a pausa pandémica.”

“O nosso objetivo é tornarmo-nos o líder de mercado em todos os países onde estamos presentes, e em novos mercados como o Reino Unido e Portugal ou os Estados Unidos, onde ainda somos atualmente o número dois ou três”, diz André Schwämmlein, co-fundador e CEO da FlixMobility. “Queremos tornar a mobilidade sustentável e acessível ao maior número de pessoas possível, e os Estados Unidos, em particular, oferecem um imenso potencial para tal”, argumenta.

“Vemos os Estados Unidos como o nosso maior mercado no futuro. Mas, no rescaldo da pandemia, reforçaremos também a nossa posição na Europa, para dar às pessoas a oportunidade de viajar novamente. Para que isto aconteça, todos os países, bem como a UE, devem apoiar fortemente a concorrência justa e abordar a falta de igualdade de acesso a alguns mercados europeus”, reforça.

Planos para Portugal

No verão passado, a FlixBus lançou as suas primeiras rotas internacionais para os países bálticos e lançou a sua rede de autocarros domésticos no Reino Unido e em Portugal. No mercado nacional, “a FlixBus confirmou a sua posição enquanto líder no transporte internacional de passageiros por autocarro, mesmo durante a pandemia. E apesar da restrição em vigor em Portugal desde março do ano passado, que impõe a redução da capacidade dos autocarros para 2/3 da sua lotação, estamos bastante satisfeitos com os resultados da rede doméstica de expressos que lançámos no verão do ano passado”, Pablo Pastega, diretor geral da FlixBus em Portugal e Espanha.

Planeamos neste momento a sua expansão para, em conjunto com a lista crescente de parceiros locais, alcançarmos uma posição de liderança dentro de dois ou três anos.

Em Portugal cobre atualmente mais de 50 destinos, com linhas nacionais e internacionais a ligarem cidades como Lisboa, Porto, Braga, Coimbra ou Faro a países como Espanha, França, Alemanha, Luxemburgo, Suíça e Bélgica, entre outros. Trabalham em parceria com cinco operadores locais, num modelo de partilha de receita, tendo transportado até ao momento mais de 900 mil passageiros no mercado português, segundo informa empresa.

“Neste momento operamos 24 linhas, domésticas e internacionais; aguardamos autorização para novas linhas, que irão ser lançadas à medida que formos tendo estas autorizações das autoridades”, adianta fonte oficial da companhia ao Eco. “A partir de amanhã, chegamos a Ponte de Lima e Viana do Castelo, com uma nova linha que ligará estas cidades a Lisboa; também a partir de amanhã passamos a ligar Viseu a Guimarães e Braga, numa nova linha que terá ainda paragem no Porto”, adianta a mesma fonte.

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