Preocupado com os hackers? Saiba o que pode fazer para se proteger

Uma campanha desenvolvida pelo Banco de Portugal e pelas Nações Unidas dá algumas estratégias às quais os utilizadores da internet podem aceder para evitarem ser alvo de ataques.

Numa altura em que um número cada vez maior de transações são realizadas online, os cibernautas devem estar mais cientes dos riscos que correm, mas também de como se podem proteger dos mesmos. Foi com esse intuito que surgiu a campanha “Segurança Digital para Todos – #istoeconsigo“, que divulga algumas estratégias às quais os utilizadores da internet podem aceder para evitarem ser alvo de ataques de “hackers“, “phishing“, “spoofing” ou “smishing“.

Desenvolvida em conjunto pelo Banco de Portugal e pelo Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC), e divulgada através das redes sociais de ambas as entidades, a campanha oferece algumas dicas que podem ser bastante úteis para aqueles que navegam no ambiente digital, de forma a evitarem os ataques de “pessoas que tentam obter os seus dados fazendo-se passar por outras entidades”.

A definição de “passwords e sequências de bloqueio de ecrã” pode ser uma boa estratégia para evitar que “os seus dispositivos” sejam “usados por terceiros”, refere a campanha. A criação de “passwords distintas para diferentes contas” e que sejam, além do mais, “fáceis de memorizar” pode também ser uma boa forma de se escapar de alguns riscos. Porém, o Banco de Portugal e a UNRIC aconselham-no a não anotar ou escrever essas palavras-chave, de forma a impedir que outras pessoas acedam às mesmas.

E introduzir dados pessoais em computadores públicos, é seguro? Esta campanha aconselha precisamente a evitar essas ações, especialmente no que diz respeito aos “dados do homebanking“. A ligação a “redes wi-fi públicas e desconhecidas” também deve ser evitada, pois pode dar aos hackers um acesso privilegiado à informação que tem nos seus dispositivos.

Também a abertura de “anexos de e-mails enviados por quem não conhece” deve ser evitado a todo o custo, com o Banco de Portugal e o UNRIC a indicarem que também não deve clicar “em links desconhecidos”. A realização de “downloads de fontes desconhecidas” é algo que, por sua vez, também não deve acontecer.

Finalmente, é importante também garantir que o “endereço a que está a aceder é seguro”. Isto é algo que pode ser verificado muito facilmente, com as páginas que se iniciam com “https://” ou onde se observa um símbolo de “cadeado no browser” a deterem esse estatuto.

Como esclarece o Banco de Portugal em comunicado, esta trata-se de uma campanha que terá a duração de quatro semanas. Desta forma, serão divulgadas “recomendações sobre a utilização segura dos canais digitais, nomeadamente das transações financeiras”, bem como alertas acerca dos “riscos destas plataformas”, como é o caso da “fraude financeira” e do “assédio virtual”.

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