Ryanair condena decisão “bizarra” e “injustificada” do Reino Unido

"A decisão de mover Portugal da 'lista verde' para a amarela não tem base médica ou de saúde pública", diz Michael O'Leary, acusando o Governo britânico de gerir mal a situação pandémica.

A Ryanair mostra-se totalmente contra a decisão do Reino Unido de retirar Portugal da “lista verde” a partir da próxima semana. Em comunicado enviado esta sexta-feira, a companhia irlandesa diz que o Governo de Boris Johnson “está novamente a gerir mal” a recuperação da pandemia e que esta decisão, que classifica de “bizarra” e “injustificada”, é “mais uma prova” de que o Governo britânico “inventa à medida que o tempo passa”.

“A decisão de mover Portugal da ‘lista verde’ para a amarela não tem base médica ou de saúde pública“, começa por dizer a Ryanair, referindo que as “taxas de infeção em Portugal são idênticas às do Reino Unido”. Por isso, a companhia low-cost afirma que tratar-se de uma “decisão bizarra” por parte do Boris Johnson, uma vez que 75% dos britânicos adultos já foram vacinados contra o novo coronavírus.

“O Governo de Boris Johnson está novamente a gerir mal a recuperação da Covid”, diz o CEO da Ryanair, citado em comunicado. “Esta abordagem pára-arranca-pára para viagens curtas na Europa é inexplicável e injustificada”, acrescenta Michael O’Leary.

A partir de 8 de junho, todos os britânicos que voem de Portugal para o Reino Unido estão novamente obrigados a ficar de quarentena por 14 dias, anunciou o secretário dos Transportes britânico esta quinta-feira, explicando que se trata de uma “abordagem que coloca a segurança primeiro”. Este anúncio acontece menos de um mês depois de Portugal ter sido incluído na “lista verde”.

“Esta é, infelizmente, mais uma prova de que o Governo de Boris Johnson apenas inventa à medida que o tempo passa“, continua o responsável da Ryanair, afirmando que esta decisão “é prejudicial para o Reino Unido e para milhões de famílias no Reino Unido”.

Michael O’Leary diz que os britânicos “que já reservaram uma viagem para Portugal merecem uma explicação”, sobretudo pelo facto de estarem vacinados e serem “obrigados a fazer quarentena ao regressar de um país que tem taxas de infeção tão baixas quanto o Reino Unido”.

A companhia irlandesa aproveita ainda para apelar ao Reino Unido para que inclua países como Malta e outras ilhas como as Baleares e as Canárias na “lista verde”, dado que “têm taxas de infeção significativamente mais baixas do que o Reino Unido”.

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