Estado já apoiou economia com sete mil milhões de euros, diz Leão

O ministro das Finanças diz que a recuperação só está a ser forte porque o Estado apoiou as empresas e os cidadãos, o que permitiu manter a capacidade produtiva da economia.

O ministro das Finanças disse esta terça-feira que o Estado já gastou cerca de sete mil milhões de euros (cerca de 3,5% do PIB) desde o início da pandemia em apoios aos cidadãos e às empresas. Numa conferência do Tribunal de Contas, João Leão realçou o papel do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na recuperação da economia, o que vai permitir melhorar as contas públicas nos próximos anos.

Esta recuperação forte e rápida só é possível porque durante o período da pandemia não poupámos no apoio à economia“, afirmou Leão na conferência “Fundos Europeus: Gestão, Controlo e Responsabilidade” organizada pelo Tribunal de Contas e Tribunal de Contas Europeu no âmbito da fiscalização e monitorização do PRR, revelando que “desde o início da pandemia os apoios extraordinários às empresas e às famílias a fundo perdido já atingiram cerca de sete mil milhões de euros, dos quais cinco mil milhões de euros diretamente para as empresas”.

Para o ministro das Finanças “o principal indicador da eficácia destas medidas” é a evolução da taxa de desemprego, cujo valor tem subido ligeiramente face aos valores anteriores à pandemia. “A luta ainda não terminou mas as perspetivas económicas são claramente mais positivas“, notou João Leão, garantindo que “à medida que abrimos a economia vemos sinais claros da retoma”.

O ministro que gere as contas públicas garantiu que o PRR “não vem substituir despesa” pública, mas admitiu que o impulso que dará à economia portuguesa também beneficiará o saldo orçamental: serão mais 22 mil milhões de euros que o PRR irá “acrescentar” à economia até 2026, aumentando em 3,5% o PIB potencial. Mais crescimento económico permitirá reforçar a sustentabilidade das finanças públicas” nos próximos anos.

Este é um tema importante para Leão uma vez que terá de reduzir o défice nos próximos anos, “sem a ameaça da austeridade e sem aumento de impostos”, assegurou. O líder do Ministério das Finanças realçou que a pandemia “atrasou em cinco anos a trajetória de redução da dívida pública” e aproveitou o palco para deixar um recado aos partidos da oposição, principalmente ao PSD: “Não vale tudo”, disse, referindo que não se pode dizer que o Orçamento de Estado “dá tudo a todos” e “depois” aprovar medidas no Parlamento que aumentam a despesa pública.

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