Acionistas aprovam saída de bolsa da Sonae Indústria

  • Lusa
  • 28 Junho 2021

A Efanor Investimentos detém mais de 90% do total do capital e direitos de voto e considera que “não se justifica a manutenção do estatuto de sociedade aberta”.

Os acionistas da Sonae Indústria, reunidos em assembleia-geral, aprovaram esta segunda-feira a saída de bolsa da empresa, as contas de 2020 e elegeram os órgãos sociais, segundo comunicado ao mercado.

“Foi aprovada a perda de qualidade de sociedade aberta da Sonae Indústria SGPS, SA”, lê-se no comunicado remetido à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Em 03 de junho, a Sonae Indústria comunicou à CMVM que iria ser votada a perda de sociedade aberta em assembleia-geral, tendo em conta que, após a conclusão da oferta de subscrição de ações do capital da empresa, passaram a ser imputáveis à Efanor Investimentos mais de 90% do total do capital e direitos de voto.

Segundo o mesmo documento, a Efanor considera que, face à concentração do capital e à consequente redução do ‘free float’ e liquidez, “não se justifica a manutenção do estatuto de sociedade aberta”.

A empresa notou ainda, na altura, que o Código de Valores Mobiliários (CVM) determina que, no caso da saída de bolsa deve ser indicado um acionista “que se obrigue a adquirir”, em três meses, as ações pertencentes às pessoas que não tenham dado ‘luz verde’ a esta decisão.

Por outro lado, nem a Efanor, “nem, quanto é do seu conhecimento, qualquer entidade que se encontra com esta numa das situações previstas no artigo 20.º do CVM” comprou ações da Sonae Indústria nos últimos seis meses por uma contrapartida superior a 1,14 euros.

A cotação média das ações da Sonae Indústria na Euronext Lisbon, nos últimos seis meses, foi de 1,064 euros por ação.

Na reunião desta segunda-feira, foi também votada e aprovada proposta de eleição para os órgãos sociais, ficando o Conselho de Administração composto por Paulo de Azevedo, Carlos Moreira da Silva, Cláudia de Azevedo, Ângelo dos Santos Paupério e Isabel Simões de Barros.

A mesa da Assembleia-Geral integra Carlos Lucena (presidente) e Ana Cristina Ferreira e Meneres (secretária). Já o Conselho Fiscal é constituído por António Trabulo (presidente), Óscar Alçada da Quinta (vogal efetivo), Ana Luísa Aniceto da Fonte (vogal efetiva) e Lídia Morais de Oliveira (vogal suplente). A Comissão de Vencimentos, por seu turno, inclui Paulo de Azevedo (presidente) e José Oliveira de Almeida Corte-Real.

Como revisor oficial de contas efetivo foi aprovada a Deloitte & Associados e, como suplente, João Gomes Ferreira.

Os acionistas deram também “luz verde” às contas da empresa e à proposta de aplicação dos resultados de 2020, que prevê que o prejuízo da empresa, no montante de menos 12.418.475,54 euros seja transferido para a rubrica dos resultados transitados e coberto, na totalidade, por reservas livres.

Em cima da mesa estavam ainda as propostas de compra e venda de ações e obrigações próprias até ao limite legal de 10%, de política de remuneração da administração, fiscalização e comissão de vencimentos, bem como a atribuição de um voto de louvor e confiança à administração e fiscalização da empresa, todas aprovadas.

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