Petróleo em queda tira quase 3% à Galp Energia

A desvalorização dos preços do petróleo por falta de acordo da OPEP+ penalizou a Galp Energia na bolsa. Mas a subida de 4% da EDP Renováveis impediu uma queda maior do índice nacional.

A bolsa de Lisboa não foi capaz de sustentar os ganhos registados ao início da sessão. Fechou o dia no vermelho, acompanhada pela generalidade das praças europeias.

O dia foi de correção para os principais índices, com o Stoxx 600 a cair 0,64%, metendo um ponto final na série de três sessões consecutivas de ganhos registadas anteriormente. Para algumas bolsas, a queda foi mais expressiva.

O FTSE 100 recuou 0,98%, a maior queda em 13 dias, enquanto o alemão DAX cedeu 1,04%, a pior sessão em duas semanas. Em França, o CAC-40 perdeu 1,11% e o espanhol IBEX-35 desvalorizou 1,03%.

Mas Lisboa caiu menos. O PSI-20 desvalorizou 0,16%, para 5.154,86 pontos, amparado por ganhos robustos no setor da energia. À cabeça esteve a EDP Renováveis, que avançou 4,01%, para 20,48 euros. Desde 5 de novembro que a empresa não tinha um desempenho tão positivo.

A casa-mãe EDP também registou ganhos. Subiu 1,38%, para 4,628 euros por ação, contribuindo para impedir uma queda maior do índice nacional.

Mas as perdas significativas de algumas cotadas de peso levaram a melhor e acabaram por arrastar o PSI-20 para terreno negativo. Foi o caso da Galp Energia, que recuou 2,83%, para 9,212 euros, penalizada pela queda de 2% no preço do barril de Brent, referência para as importações nacionais. Em causa está a falta de acordo entre os países da OPEP e respetivos aliados sobre os níveis de produção futuros.

O BCP perdeu 1,70%, para 13,28 cêntimos, enquanto a Nos também pesou, ao desvalorizar 1,53%, para 2,96 euros por ação. Ambas as cotadas contribuíram para a queda do principal índice português.

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