Mota-Engil exerce preferência e reforça para 50,7% na Lusoponte

A construtora portuguesa e a Vinci Highways vão repartir participação de 17,21% na concessionária que a Atlantia pôs à venda. Grupo japonês Marubeni fica fora do negócio.

A Mota-Engil vai exercer o direito de preferência para adquirir parte da participação na Lusoponte colocada à venda pela Atlantia, apurou o ECO. Com o reforço, a construtora eleva para 50,7% a participação na concessionária que explora as pontes 25 de Abril e Vasco da Gama. Os restantes 49,3% ficam na mão da Vinci Highways, que também exerceu o mesmo direito.

Os 17,21% da Lusoponte que a Atlantia detém através da Autostrade Portugal vão afinal ficar na mão dos dois principais acionistas. A empresa italiana tinha acordado a venda da sua posição à MM Capital Partners, uma subsidiária do conglomerado japonês Marubeni, por 55,7 milhões de euros. Mas a concretização do negócio estava dependente de os dois maiores acionistas, Lineas (Mota-Engil) e Vinci Highways, não exercerem o direito de preferência na aquisição. O que veio a acontecer.

Ao que o ECO apurou junto de fonte ligada ao processo, a construtora portuguesa exerceu esse direito e vai pagar 28,24 milhões de euros para comprar mais 8,72% do capital, passando a deter 50,7% da concessionária das pontes 25 de Abril e Vasco da Gama. Também a empresa do grupo Vinci exerceu o direito de preferência, conforme avançou o Negócios na semana passada.

A Vinci Highways vai pagar 27,46 milhões por 8,48% da Lusoponte, elevando para 49,3% a participação no capital. Recorde-se que o grupo francês detém também a concessão do aeroporto Humberto Delgado e da futura infraestrutura no Montijo, cuja construção está dependente da avaliação ambiental estratégica. Alcochete, também na margem sul do Tejo, é a outra localização alternativa.

O valor final da aquisição poderá ainda ser superior. Aos montantes já referidos poderá acrescer uma soma global de até 5 milhões de euros, prevista num mecanismo de earn-out, mediante o cumprimento de certas condições, que não foram divulgadas.

Mota-Engil e Vinci já tinham exercido, em 2018, o direito de preferência na venda de 7,5% da Teixeira Duarte à Companhia de Investimento China-Portugal Global por 23,3 milhões.

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