De Tavira a Chaves, um total de 60 concelhos podem recuar no desconfinamento

Há 27 concelhos que estão em "risco elevado" podendo passar a "muito elevado" e 33 concelhos em alerta que podem passar a "risco elevado". Contas feitas, 60 concelhos podem recuar esta quinta-feira.

Desde o Algarve a Trás-os-Montes ou ao Minho, vários concelhos estão em risco de recuar no desconfinamento, ficando com regras mais apertadas do que aquelas em vigor de momento. Um total de 60 concelhos podem recuar depois da reunião do Conselho de Ministros desta quinta-feira, que avalia a situação epidemiológica do País e decide os próximos passos.

No início do mês, o Governo alterou os parâmetros que indicam quem recua, ou não, no desconfinamento. Agora, os concelhos de baixa densidade, que correspondem a mais de metade do território nacional, só ficarão em alerta se excederem os 240 casos por 100 mil habitantes, isto é, o dobro da incidência de 120 casos que se aplicava até aqui (e que se mantém no caso dos concelhos de alta densidade). Ao mesmo tempo, a linha vermelha da incidência também subiu, passando de 240 casos para 480 casos por 100 mil habitantes nestas regiões pouco povoadas (mantendo-se nos 240 nos concelhos de alta densidade).

Assim, o país encontra-se dividido em três: a maior parte com as medidas gerais; 27 concelhos, que por duas semanas consecutivas tiveram mais de 120 ou 240 casos por 100 mil habitantes, em “risco elevado” e, por fim, 33 municípios, acima da “linha vermelha” dos 240 ou 480 casos por 100 mil habitantes, os de “risco muito elevado”.

Os 27 concelhos de “risco elevado” podem seguir o exemplo de Lisboa e do Porto, caso a incidência não tenha melhorado. Em risco de o fazer estão os seguintes concelhos:

  • Albergaria-a-Velha
  • Alenquer
  • Aveiro
  • Azambuja
  • Bombarral
  • Braga
  • Cartaxo
  • Constância
  • Ílhavo
  • Lagoa
  • Matosinhos
  • Óbidos
  • Palmela
  • Portimão
  • Paredes de Coura
  • Rio Maior
  • Salvaterra de Magos
  • Santarém
  • Setúbal
  • Sines
  • Torres Vedras
  • Trancoso
  • Trofa
  • Viana do Alentejo
  • Vila Nova de Famalicão
  • Vila Nova de Gaia
  • Viseu

Segundo o boletim de sexta-feira passada, onde foram reveladas as incidências de cada concelho, no caso dos concelhos de alta densidade (24 dos 27), apenas 10 municípios estavam abaixo dos 240 casos por 100 mil habitantes. Já no caso dos concelhos de baixa densidade (3), Constância e Paredes de Coura tinham menos de 480 casos por 100 mil habitantes. Se mais nenhum concelho melhorar, há a probabilidade de ficarem com regras semelhantes às dos 33 municípios de “risco muito elevado”, onde se incluem Lisboa, Porto ou Albufeira.

Mudanças de risco que têm impacto nas restrições e regras que se aplicam a cada concelho. Além do teletrabalho passar a ser obrigatório, os horários dos estabelecimentos alteram-se: os espetáculos culturais têm de acabar às 22h30 e o comércio fecha às 21h durante a semana e às 19h ao fim de semana e feriados se for retalho alimentar, se for não alimentar passa para as 15h30. Quanto à restauração o número de pessoas por mesa diminui para seis na esplanada e quatro no interior e também os horários apertam, fechando às 22h30 todos os dias.

Adicionalmente, os casamentos e batizados passam a ter uma lotação de 25% e as lojas de cidadão têm atendimento presencial apenas por marcação.

Porém, estes não são os únicos concelhos em risco de recuar. Na última conferência de imprensa, feita na quinta-feira passada, a ministra de Estado e da Presidência anunciou que 34 concelhos estavam em alerta (são 33, com a atualização feita a Caldas da Rainha). Assim, esta semana poderão ter de voltar atrás no desconfinamento. São eles:

  • Alcobaça
  • Arouca
  • Arraiolos
  • Barcelos
  • Batalha
  • Benavente
  • Cantanhede
  • Carregal do Sal
  • Castro Marim
  • Chaves
  • Coimbra
  • Elvas
  • Espinho
  • Figueira da Foz
  • Gondomar
  • Guimarães
  • Leiria
  • Lousada
  • Maia
  • Monchique
  • Montemor-o-Novo
  • Oliveira do Bairro
  • Paredes
  • Pedrógão Grande
  • Peniche
  • Porto de Mós
  • Póvoa do Varzim
  • Reguengos de Monsaraz
  • Santiago do Cacém
  • Tavira
  • Valongo
  • Vila do Bispo
  • Vila Real de Santo António

Se a taxa de incidência continuar acima dos 120 ou 240 casos por 100 mil habitantes estes concelhos podem vir a recuar. Ainda assim, não tão para trás como Lisboa ou Porto, uma vez que, para isso, precisavam de ter por duas semanas consecutivas mais de 240 ou 480 casos por 100 mil habitantes.

Assim, se recuarem ficam com as mesmas regras que agora se aplicam nos 27 concelhos de “risco elevado” como Braga, Matosinhos ou Setúbal. O teletrabalho passa a ser obrigatório sempre que as atividades o permitam e a restauração e espetáculos culturais fecham mais cedo, às 22h30. Também o comércio terá de fechar mais cedo, às 21h. Adicionalmente, as lojas do cidadão voltam a ter atendimento presencial apenas por marcação.

Além destas regras, já existentes antes, se estes concelhos recuarem passa a ser proibido circular depois das 23h na rua, medida que foi implementada para todos os concelhos de risco (elevado muito elevado) há cerca de duas semanas. Mais ainda, desde a semana passada nos concelhos de risco passa a ser necessário, aos fins de semana, a apresentação de teste negativo ou certificado digital para aceder ao interior de um restaurante, regra que se aplicaria nestes concelhos caso recuem no desconfinamento.

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