Governo admite alargar certificado digital e teste Covid a atividades encerradas

O Executivo admite alargar a exigência de apresentação de certificado digital Covid-19 ou de teste negativo a outras atividades que continuam encerradas devido à pandemia. 

O Governo admite alargar a exigência de apresentação de certificado digital Covid ou teste negativo à Covid-19 para outras atividades que continuam encerradas devido à pandemia. Além disso, o ministro da Economia admitiu ainda que as novas regras da restauração foram “apresentadas muito em cima da hora”.

Parece-nos, por exemplo, que algumas atividades que permanecem encerradas poderão eventualmente, se a população estiver satisfeita, assegurar também um funcionamento nestas condições”, disse o ministro da Economia, em conferência de imprensa sobre as novas regras aplicáveis à restauração, em declarações transmitidas pela RTP3, no Porto, quando questionado sobre um possível alargamento destas regras a outros setores de atividade.

O Executivo anunciou, na passada quinta-feira, que passa a ser exigido a apresentação de um teste negativo ou certificado digital para o acesso a estabelecimentos turísticos e de alojamento local, em todo o território Continental e durante todos os dias da semana. Além disso, nos concelhos de maior risco da Covid, os testes ou o certificado digital também passaram a ser exigidos para o acesso ao interior dos restaurantes, ainda que apenas a partir das 19h00 das sextas-feiras e durante todo o dia aos sábados, domingos e feriados.

Com “praticamente 40% da população com a vacinação completa”, o ministro da Economia admite que esta “experiência” possa ser “alargada a outras atividades”, sinalizando que “à medida que a vacinação progride” e com o incentivo à testagem “há menos risco no exercício de algumas atividades”, pelo que esta poderá ser uma solução para gerir a situação epidemiológica. “Não eliminamos o risco através da vacinação e da testagem, mas reduzimos muito a probabilidade”, apontou Pedro Siza Vieira.

Questionado sobre se estas exigências poderiam vir a ser aplicadas nas aulas de grupos dos ginásios, o governante apontou que há “muitos países europeus em que é isso que se está a passar”. Contudo, sinalizou que “neste momento” o Executivo não está “a ponderar alargamentos dessa natureza”, pelo que a acontecer será dirigido a outras atividades “que permanecem encerradas”, dando o exemplo dos parques aquáticos nos concelhos de risco.

Face às críticas de vários estabelecimentos de restauração, bem como da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), o ministro da Economia reconheceu que as novas medidas foram “apresentadas muito em cima da hora”, o que poderá ter suscitado “algumas dúvidas”, mas explicou que o objetivo foi “permitir que imediatamente estas atividades pudessem exercer nos 33 concelhos de risco e por isso houve muito pouco tempo de intervalo”.

Por fim, o governante lembrou ainda que o Governo divulgou um guia de perguntas e respostas, publicado no site “EstamosOn”, por forma a não restarem dúvidas quanto à aplicabilidade das medidas. “Estamos convencidos de que nos próximos dias continuaremos a trabalhar no sentido de esclarecer todas estas dúvidas” com o intuito de “assegurar o máximo de proteção com o mínimo de limitação”, concluiu.

(Notícia atualizada às 19h06)

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