Juros da casa atingem novo mínimo histórico de 0,811%

  • ECO
  • 20 Julho 2021

A taxa implícita nos contratos de crédito à habitação baixou pelo 10.º mês consecutivo, atingindo um novo mínimo histórico de 0,811%.

A taxa de juro implícita nos contratos de crédito à habitação voltou a cair em junho. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), no sexto mês do ano, a taxa baixou pelo 10.º mês consecutivo, atingindo um novo mínimo histórico de 0,811%.

“A taxa de juro implícita no crédito à habitação desceu para 0,811%, valor inferior em 0,9 pontos base (p.b.) ao registado no mês anterior”, refere o INE, salientando que “nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro foi 0,693% (0,677% no período precedente)”.

No caso do financiamento para a aquisição de habitação, no conjunto do crédito à habitação, “a taxa de juro implícita para o total dos contratos desceu para 0,828% (-1,0 p.b. face a maio)”. No caso dos “contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro aumentou pelo segundo mês consecutivo, fixando-se em 0,686% (0,671% no mês anterior)”.

Apesar desta evolução dos juros, num contexto de taxas muito baixas por parte do Banco Central Europeu (BCE), bem como de spreads mais baixos por parte dos bancos, o valor das prestações subiu, ainda que ligeiramente.

“Considerando a totalidade dos contratos, o valor médio da prestação subiu três euros, para 235 euros“, diz o INE, acrescentando que 84% desse valor foi para amortizar o valor em dívida. Nos empréstimos concedidos nos últimos três meses “o valor médio da prestação subiu 12 euros, para 292 euros”.

Parte da explicação para esta evolução das prestações está nos montantes em dívida. “Em junho, o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos subiu 451 euros face ao mês anterior, fixando-se em 56.462 euros”, nota o INE. No caso dos novos créditos, o “montante médio do capital em dívida foi 114.865 euros, mais 510 euros que em maio”.

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