Nas notícias lá fora: BCE, Bruxelas e Rússia

  • ECO
  • 20 Julho 2021

O BCE vai voltar às visitas presenciais aos bancos, já a Hitachi finalizou a compra da norte-americana GlobalLogic. Bruxelas alerta para ameaças do Estado de Direito na Hungria e Polónia.

O Banco Central Europeu decidiu voltar às visitas presenciais aos bancos, para forçar as instituições a melhorar as suas práticas de controlo dos riscos no crédito concedido. A União Europeia vai recorrer à Organização Mundial do Comércio para contestar práticas de contratação “discriminatória” das empresas estatais russas em detrimento das europeias. Ao mesmo tempo, Bruxelas volta a alertar para as ameaças do Estado de Direito na Hungria e na Polónia.

Expansion

BCE anuncia regresso às inspeções ‘in situ’ à banca

É tempo de desligar os écrans das videoconferências. O Banco Central Europeu decidiu voltar às visitas presenciais aos bancos. A instituição europeia considera que existe uma maior pressão na atividade de supervisão se houver uma presença física nos bancos, obrigando as instituições a melhorar as suas práticas de controlo dos riscos no crédito concedido. A mudança foi anunciada por Elizabeth McCaul, membro da equipa de supervisão do BCE, que receia que muitos dos bancos na zona euro não estão a acautelar os riscos de crédito, que se poderão tornar evidentes assim que acabem as medidas de apoio para combater os efeitos da pandemia.

Leia a notícia completa no Expansión (acesso pago, conteúdo em espanhol)

Financial Times

Bruxelas alerta para ameaça do Estado de Direito na Hungria e na Polónia

A Comissão Europeia alerta para as crescentes ameaças à independência judicial e à luta contra a corrupção na Hungria e na Polónia, numa altura em que estes dois países esperam a aprovação da UE para os seus Planos de Recuperação e Resiliência. Em causa está um relatório que será divulgado esta terça-feira, que o Financial Times teve acesso, em que Bruxelas manifesta “sérias preocupações” relativamente à independência judicial nestes países e crítica fortemente Budapeste por promover benefícios às altas figuras de Estado.

Leia a notícia completa no Financial Times (acesso condicionado, conteúdo em inglês)

Reuters

UE recorre à OMC para contestar práticas discriminatórias da Rússia

A União Europeia vai iniciar iniciar um processo de litígio na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a contratação “discriminatória” das empresas estatais russas em detrimento das europeias. Como primeiro passo, a UE solicitou a celebração de consultas com a Federação Russa na OMC em relação com determinadas medidas russas que “restringem ou impedem” as empresas da UE de vender bens e serviços às empresas estatais russas e outras entidades mediante a contratação com fins comerciais. Estas práticas “parecem ser contrárias” às normas da OMC, que exigem que a Federação Russa não possa discriminar as empresas estrangeiras neste âmbito, acrescentou o executivo comunitário.

Leia a notícia completa na Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês)

Europa Press

Hitachi compra norte-americana GlobalLogic

A empresa de tecnologia japonesa Hitachi anunciou a conclusão da compra da multinacional norte-americana de desenvolvimento de software GlobalLogic, num investimento de 9,6 mil milhões de dólares (cerca de 8,14 milhões de euros), acordado em 31 de março. O objetivo é “aumentar a capacidade do Grupo Hitachi em cumprir a sua estratégia de promoção do negócio de inovação social, através da tecnologia digital para resolver os problemas dos clientes e da sociedade” e acelerar na transformação digital da infraestrutura social à escala global, com a expansão do seu principal negócio de soluções digitais Lumada. A empresa nipónica já tinha feito um outro investimento tecnológico fora do Japão, em julho de 2020, quando passou a deter uma participação maioritária no setor de redes eletrónicas do grupo suíço ABB.

Leia a notícia completa na Europa Press (acesso livre, conteúdo em espanhol)

Les Echos

Interpparfums revê em alta objetivos

O grupo que detém as licenças das marcas Lanvin, Boucheron, Rochas, Montblanc e Jimmy Choo registou no primeiro semestre um volume de negócios de 266,3 milhões de euros, o que representa um crescimento homólogo de 11,7%. Tendo em conta estes resultados, a Interparfums espera alcançar um volume de negócios de 460 a 480 milhões de euros este ano, contra os 440 milhões inicialmente anunciados.

Leia a notícia completa no Les Echos (acesso livre, conteúdo em francês)

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