BCP vende malparado e imobiliário dos resorts Castro Marim e Monte Rei no valor de 145 milhões

Banco colocou no mercado o "Projeto Green", uma carteira de crédito malparado e imobiliário dos resorts de luxo algarvios Castro Marim e Monte Rei com o valor de 145 milhões de euros.

Monte Rei dispõe de vários campos de golfe com a assinatura de Jack Nicklaus.Monte Rei

O BCP colocou à venda uma carteira no valor de 145 milhões de euros (valor bruto) com crédito malparado e ativos imobiliários ligados aos resorts de luxo Castro Marim e Monte Rei, ambos localizados no Algarve, segundo as fontes consultadas pelo ECO.

Em causa está o chamado “Projeto Green”, nome que poderá ter a ver com o facto de estes dois complexos turísticos terem campos de golfe. O banco liderado por Miguel Maya – que apresentou esta segunda-feira lucros de 12,3 milhões de euros relativos ao primeiro semestre do ano — já está no mercado a contactar os potenciais interessados.

De acordo com as mesmas fontes, estes dois single names já tinham sido incluídos no “Projeto Ellis”, cujo processo foi concluído no final do ano passado com a venda ao fundo Davidson Kempner, como avançou o ECO. Foram, no entanto, retirados daquela carteira, mas o BCP não deixou cair a intenção de os vender, colocando-os agora novamente no mercado.

Localizado a pouco quilómetros da fronteira Vila Nova de Cacela, o Monte Rei é um country club com mais de 400 hectares de terreno, com villas, moradias, apartamento e lotes para construção e campos de golfe desenhados pelo norte-americano Jack Nicklaus. Junto à fronteira, o resort de Castro Marim também tem campos de golfe, moradias e lotes individuais, disponibilizando ainda espaços para a realização de eventos.

Uma das fontes precisou que esta carteira tem NPL (non performing loans) e REO (real estate owned) e mais alguns ativos localizados em Tavira, São Brás de Alportel e Loulé.

Contactado pelo ECO, o banco recusou fazer qualquer comentário sobre esta operação. Ainda assim, em conferência de imprensa de apresentação de resultados, o CEO Miguel Maya referiu, genericamente, que o banco avalia se as condições das vendas de carteiras “comparam bem” com o que poderá recuperar “via orgânica”. “Se as condições compararem bem com as recuperações via orgânica, vendemos, caso contrário não vendemos”, disse.

Esta é a segunda carteira de ativos problemáticos que o BCP põe no mercado este ano, depois do “Projeto Row”, um portefólio de 180 milhões de euros composto por empréstimos unsecured (sem garantias) de particulares (36%) e empréstimos de pequenas e médias empresas.

São vários os bancos com operações no mercado neste momento, incluindo o Santander e o Novo Banco. O ECO avançou na semana passada que a instituição liderada por António Ramalho pôs à venda uma carteira de 640 milhões de euros com dívidas de grandes devedores, incluindo o Grupo Lena e a Urbanos.

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