Desemprego em Espanha cai 5,47% em julho, maior queda de sempre

  • Lusa
  • 3 Agosto 2021

O desemprego registado no Serviço Público de Emprego do Estado diminuiu em 197.841 pessoas em julho em relação a junho. Há 3.416.498 desempregados.

O número médio de inscritos na Segurança Social espanhola estabeleceu um novo máximo histórico de 19.591.728 em julho, um mês em que o desemprego registado caiu 5,47%, a maior queda em toda a série, foi anunciado esta terça-feira.

Segundo dados publicados esta terça-feira pelos ministérios do Trabalho e da Segurança Social espanhóis, o desemprego registado no Serviço Público de Emprego do Estado (SEPE) diminuiu em 197.841 pessoas em julho em relação a junho, menos 5,47%, o que constitui a maior queda em toda a série histórica e coloca o número de desempregados em 3.416.498 pessoas.

Evolução do desemprego em Espanha 2020-2021Servicio Público de Empleo Estatal

 

Por outro lado, as inscrições na Segurança Social atingiram uma média de 19.591.728 pessoas empregadas em julho, um novo recorde que excede o de julho de 2019 (19.533.211), depois de um aumento de 91.451 contribuintes.

O número de trabalhadores em situação de despedimento temporário fechou em julho em 331.486, o nível mais baixo desde o início da pandemia, tendo diminuído em 56.719 pessoas se a data de registo for tida em conta e em 116.334 se a data de notificação for tida em conta.

Por setor, o emprego cresceu fortemente em atividades artísticas, recreativas e de entretenimento (6,08%), hotéis e restaurantes (5,69%), pessoal doméstico (5,25%) e abastecimento de água (4,02%), enquanto caiu 10,96% na educação devido ao fim do ano académico.

O regime geral acrescentou 87.124 novos inscritos para um total de 16,2 milhões, apesar dos declínios nos sistemas especiais agrícola (menos 52.280 inscritos) e familiar (menos 1.998 inscritos).

O número de trabalhadores independentes aumentou em 1.978 para 3,32 milhões.

Em julho, o emprego cresceu fortemente nas Ilhas Baleares (4,4%), Cantábria (2,74%) e Castela e Leão (1,43%), enquanto caiu em seis regiões e nas duas cidades autónomas (Ceuta e Melilla registaram declínios superiores a 2%).

Em dados corrigidos as variações sazonais, o número médio de inscritos na Segurança Social em julho foi de 19.400.964, mais 133.049 do que em junho e o valor mais alto desde antes da pandemia.

A queda do desemprego em julho – 197.841 em termos brutos e 191.756 em dados corrigidos das variações sazonais – elevou o número de desempregados registados na SEPE para 3.416.498, o valor mais baixo desde antes da pandemia.

Esta redução do desemprego foi generalizada a todos os setores económicos, liderada pelo dos serviços (menos 133.658 pessoas ou 5,29 %), e seguida por pessoas sem emprego anterior (31.991 ou 9,46%), indústria (13.158 ou 4,6%), construção (10.154 ou 3,62%) e agricultura (8.880 ou 4,82%).

Em julho, o desemprego caiu mais entre as mulheres (menos 104.891 mulheres desempregadas) do que entre os homens (92.950), embora o número total de mulheres desempregadas continue a exceder largamente o número de homens desempregados (2.017.719 e 1.398.779, respetivamente).

Todas as Comunidades Autónomas registaram uma contração do desemprego, que foi particularmente significativa na Andaluzia (menos 69.159 desempregados), Catalunha (37.548) e Ilhas Canárias (20.374).

Assim, seis comunidades autónomas (Galiza, Estremadura, Astúrias, Castela-Mancha, Baleares e Cantábria) e a cidade de Melilla tinham menos desempregados em julho do que em fevereiro de 2020, antes da pandemia.

O número de contratos registados em julho foi de 1.838.250, dos quais 165.500, ou 9%, foram permanentes.

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