Na mesa do recrutador: Maria João Lourenço, diretora de recursos humanos da Bayerpremium

O escritório da Bayer "migrou" do edifício para o jardim. "Até podemos ter mais inspiração porque todos estamos fartíssimos de estar fechados dentro de edifícios", refere a diretora de RH da empresa.

Na mesa do recrutador com Maria João Lourenço, Diretora de recursos humanos Bayer - 28MAI21
A mesa de Maria João Lourenço, diretora de recursos humanos da Bayer.Hugo Amaral/ECO

A entrar no verão e já com o sol a fazer-se notar, o escritório da Bayer migrou do edifício para o jardim da empresa. Foi aí que encontrámos Maria João Lourenço, diretora de recursos humanos da farmacêutica há mais de dez anos. “Estamos ao ar livre porque a Bayer, felizmente, tem um jardim onde podemos trabalhar, cumprindo todas as medidas de segurança impostas pela DGS”, explica a líder de pessoas. “Eventualmente até podemos ter mais inspiração [trabalhando no jardim], porque todos estamos fartíssimos de estar fechados dentro de edifícios”, refere, acrescentando que, nesta altura do ano, muitas das reuniões são feitas no espaço exterior.

O objetivo é estimular a criatividade, mas também promover o bem-estar, físico e mental, dos 200 colaboradores, uma das principais preocupações da companhia. “Neste contexto de grande incerteza e ansiedade, é fundamental criar mecanismos para que as pessoas se sintam seguras e apoiadas”, considera. Durante o período mais crítico da pandemia, que tornou o teletrabalho obrigatório na generalidade das empresas, “criámos um apoio, através de duas psicoterapeutas, disponíveis para dar consultas aos colegas que sentiam mais essa necessidade”.

Com os colaboradores em teletrabalho, para ajudar a uma melhor separação entre a vida pessoal e a profissional, um dos maiores desafios do último ano e meio para a diretora de recursos humanos, foram estabelecidas algumas regras na empresa: a partir das 18h00 não se envia emails e, nos meses de verão, a tarde de sexta-feira é dada aos trabalhadores. “Ninguém trabalha na tarde de sexta-feira para poderem ter tempo para si”, justifica Maria João Lourenço.

Na mesa do recrutador com Maria João Lourenço, Diretora de recursos humanos Bayer - 28MAI21
Maria João Lourenço é diretora de recursos humanos da Bayer há mais de 10 anos.Hugo Amaral/ECO

Criar iniciativas de caráter lúdico para que as pessoas pudessem descontrair, conviver com os colegas e manter um bom relacionamento pessoal foi igualmente uma preocupação da empresa. “É fundamental não nos levarmos demasiado a sério, e isso quer dizer que nos devemos divertir enquanto trabalhamos, devemos ouvir o outro e não ter a certeza de que sabemos tudo”, diz.

“Percebemos que, apesar de estarmos longe uns dos outros do ponto de vista físico, sempre estivemos muito próximos. Não era o sítio geográfico onde estávamos, era onde estávamos emocional e mentalmente”, acrescenta a diretora de recursos humanos da Bayer.

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