Na mesa do recrutador: Teresa Gândara, diretora de capital humano da Noesispremium

"O grande desafio é sermos atrativos para que as pessoas queiram vir trabalhar connosco”, considera Teresa Gândara.

Na mesa do recrutador com Teresa Gândara, Human Capital Diretor da Noesis - 31MAR21
A mesa de Teresa Gândara, diretora de capital humano da NoesisHugo Amaral/ECO

O setor da tecnologia enfrenta um gigante problema de falta de talento em número suficiente. Com a procura a superar a oferta, os profissionais no mercado são aliciados quase diariamente com novas propostas. Para Teresa Gândara, diretora de capital humano da Noesis, “o grande desafio é sermos atrativos para que as pessoas queiram vir trabalhar connosco”.

Mas, nem depois de atrair, o trabalho se torna mais fácil. Uma vez dentro da empresa, é preciso reter o talento. “Garantir que [as pessoas] estão motivadas, que se continuam a desenvolver e que estão alinhadas com aquilo que é a cultura da empresa”, afirma a líder de gestão de pessoas da consultora tecnológica.

Há 13 anos na Noesis e com um percurso de 30 anos nas áreas das tecnologias da informação, Teresa Gândara começou como consultora de organização e processos e, nos últimos três anos, tem estado mais focada na área de recursos humanos. A fotografia de equipa em cima da sua mesa, bem como os autocolantes no computador que recordam momentos comemorativos, relembram-na que as pessoas são o pilar mais importante da gestão de talento e que garantir que existe um espírito comum aos cerca de 900 colaboradores da Noesis é essencial. Para isso, considera crucial que haja uma cultura organizacional forte e transversal, para a qual contribui o colaborador mais antigo, mas também o mais recente.

“A cultura da empresa faz-se connosco. Faz-se com o exemplo daqueles que estão cá há mais anos, com o aceitar de espíritos novos e da inovação que as pessoas trazem. O que queremos é que as pessoas sintam que são parte da casa, que percebam que podem contribuir e construir connosco”, diz à Pessoas.

Na mesa do recrutador com Teresa Gândara, Human Capital Diretor da Noesis - 31MAR21
Teresa Gândara, diretora de capital humano da NoesisHugo Amaral/ECO

Manter a cultura empresarial, a proximidade e esse espírito comum foi especialmente difícil no último ano, em que os desafios foram “estrondosos”. Com 90% dos colaboradores em teletrabalho, a diretora de capital humano da Noesis conta que o grande desafio é transformar tudo o que era presencial em momentos virtuais, sem perder a proximidade.

Para superar esta dificuldade e adaptar-se às novas dinâmicas de trabalho, a organização tem desenvolvido um conjunto de iniciativas para “chamar as pessoas para junto das equipas e da empresa”. “Passámos a ter, por exemplo, um ‘Welcome day’ virtual, onde juntamos todas as equipas. E até há aqui um fator positivo, pois antes não conseguíamos ter as pessoas de todos os escritórios juntas e agora conseguimos. Temos colaboradores do Brasil a serem incorporados ao mesmo tempo que colaboradores de Portugal. Presencialmente eram momentos diferentes”, conta.

Estas iniciativas revelam aquela que é atualmente a maior preocupação da consultora tecnológica: “garantir que as pessoas estão na Noesis e não estão numa empresa qualquer. Garantir que se sentem connosco”.

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