Cultura organizacional é a “cola” que mantém as pessoas nas empresaspremium

Depois de cinco anos na Jerónimo Martins e dois na OutSystems, Margarida Madeira decidiu embarcar numa nova aventura. Em dezembro assumiu funções de diretora de people & culture da Nhood Portugal.

Quando iniciou a sua carreira, Margarida Madeira estava longe de pensar que viria a trabalhar em recursos humanos. Começou na área da gestão e do marketing e, depois de três anos a viver em Inglaterra, contactou a Universidade Católica, onde se formou, para que a ajudasse a encontrar emprego em Portugal. Acabou por ficar a trabalhar na universidade, onde mergulhou nos temas da liderança de pessoas, nomeadamente mobilidade, internacionalização e gestão de carreiras. Seguiram-se cinco anos na Jerónimo Martins, dois na OutSystems e, mais recentemente, um novo desafio na Nhood Portugal. “Adoro empresas em fase de criação, startups… Por isso, achei que o desafio era muito grande para dizer que não”, conta à Pessoas.

Margarida Madeira assumiu funções de diretora de people & culture em dezembro do ano passado, com o desafio de construir a cultura de uma empresa criada durante a pandemia da Covid-19. “A cultura organizacional é tudo aquilo que nos cola a uma determinada organização. E tudo o que fazemos tem de estar relacionado com a cultura”, diz. Neste momento, a principal missão tem sido “partilhar e materializar junto das pessoas aquilo que são os nossos três valores: proximidade, empowerment e impacto positivo”, acrescenta.

No entanto, não basta criar esta tal “cola” de que Margarida Madeira fala, também é preciso garantir a sua aderência. Como? “Nós fazemos isso a integrar tudo aquilo que são os nossos valores e os comportamentos esperados na maneira como atraímos, desenvolvemos e retemos talento. E introduzimos isto nos vários processos de recursos humanos”, desde os benefícios e incentivos à escuta ativa do colaborador ou à aposta pela formação contínua, explica.

Margarida Madeira, diretora de People & Culture da Nhood Portugal, em entrevista ao ECO/Pessoas - 26ABR21
Margarida Madeira é diretora de people & culture da Nhood Portugal.Hugo Amaral/ECO

Um exemplo disso é o programa “This Is Us”, criado recentemente pela empresa de soluções imobiliárias com o objetivo de responder às necessidades dos funcionários. “Primeiro, fizemos um survey e fomos ouvir as nossas pessoas, saber que dores é que elas sentiam. Disseram-nos ‘Eu gostava de estar mais próximo dos meus colegas’, ‘Eu gostava de estar mais próximo do meu manager’, ‘Eu passo o dia em frente ao computador, mas gostava de ter tempo para fazer exercício físico’, ‘Gostava de ter mais tempo para os meus filhos’...”, conta.

Ciente das preocupações e necessidades dos colaboradores, a empresa criou então o “This Is Us”, um programa com atividades semanais, que vão desde sessões sobre como conciliar a vida pessoal e a vida profissional a workshops de nutrição e aulas com um personal trainer. O programa espelha os valores de proximidade e impacto da empresa. “Isto também é cuidar das pessoas. É a nossa maneira em termos de cultura de estarmos próximos das pessoas, mais do que de forma material até”, refere a diretora de people & culture.

Entre as várias iniciativas da Nhood está, também, o programa “Power Up”, que promove conversas com bastante frequência entre managers e equipas. O principal e primeiro objetivo destas reuniões informais é a definição de objetivos, algo que, para Margarida Madeira, tem de estar muito claro neste mundo virtual em que trabalhamos atualmente.

"Quando começamos todos a bater palmas, as pessoas percebem que na Nhood celebramos e damos os parabéns.”

Margarida Madeira

Diretora de people & culture da Nhood Portugal

Igualmente importante para a empresa é o reconhecimento. Reconhecer o esforço, celebrar vitórias e felicitar (agora com as “palmas” do Microsoft Teams) é também criação de cultura. “Quando começamos todos a bater palmas, as pessoas percebem que na Nhood celebramos e damos os parabéns. Até podemos estar a celebrar algo que não correu tão bem, mas celebramos o facto de sermos disruptivos e inovadores”, afirma, salientando que isso também faz parte do espírito da empresa e do perfil das pessoas recrutadas.

Assine para ler este artigo

Aceda às notícias premium do ECO. Torne-se assinante.
A partir de
5€
Veja todos os planos