Governo vai investir mais na ferrovia do que na TAP, diz ministro

  • Lusa
  • 3 Setembro 2021

“Vamos investir mais na ferrovia do que na TAP. A ferrovia pode substituir a aviação nas distâncias mais curtas”, disse Pedro Nuno Santos

O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, garantiu que o investimento na ferrovia será superior àquele realizado na TAP, notando que estes dois meios de transporte devem ser complementares.

“Vamos investir mais na ferrovia do que na TAP. A ferrovia pode substituir a aviação nas distâncias mais curtas”, disse numa conferência de imprensa após um encontro com a comissária europeia dos Transportes, Adina Vălean.

Conforme apontou o governante, o comboio nunca poderá substituir o avião nas longas distâncias, mas pode ser uma alternativa nas curtas, assim que existam condições para tal, nomeadamente, uma ligação de uma hora entre Lisboa e Porto. “A Portugal chega-se, por norma, de avião […]. Não podemos ter a ilusão de que vamos ter na viagem de comboio uma alternativa ao avião”, referiu Pedro Nuno Santos,

O ministro lembrou ainda que mesmo a rodovia é complementar à ferrovia, uma vez que o objetivo dos comboios não é chegar a todos os bairros. “Cada meio de transporte tem a sua função”, reiterou.

Na Gare do Oriente, o ministro assinalou a partida do ‘Conecting Europe Express’, um comboio que leva a “expectativa de milhões de cidadãos” quanto ao futuro da ferrovia, a que o Governo promete estar atento.

“O comboio que hoje parte de Lisboa e viaja por toda a Europa ao longo do próximo mês leva consigo a expectativa de milhões de cidadãos e a mensagem que estamos atentos a ela”, afirmou Pedro Nuno Santos, que falava antes do início da viagem do ‘Conecting Europe Express’, destinada a promover os benefícios do modo de transporte ferroviário.

Esta viagem, organizada no âmbito do ano europeu do transporte ferroviário, tem início em Lisboa e termina em Paris, no dia 07 de outubro.

O ministro notou que os cidadãos querem um transporte confortável, que os leve onde precisam de estar, “de forma rápida, barata e com flexibilidade”, que permita mudanças de planos ou acudir a um imprevisto. Já as empresas querem um transporte “barato e fiável”.

Segundo o governante, para dar resposta aos objetivos de transferência modal e, com isso, reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, é necessário resolver estas preocupações das empresas e dos utentes.

“Sabemos que a Comissão Europeia está a preparar um plano de ação que irá trazer propostas de soluções para muitas destas questões […]. Podem contar com o empenho de Portugal neste trabalho”, garantiu, sublinhando que o comboio não é só um meio de transporte, mas “algo que gere entusiasmo e move pessoas”.

O ‘Conecting Europe Express’ “mais do que um comboio é uma celebração e uma oportunidade de nos juntarmos para colocar [este meio de transporte] no centro da mobilidade”, considerou, por sua vez, a comissária europeia dos transportes, Adina Vălean.

Na conferência de imprensa que se seguiu a esta sessão, Pedro Nuno Santos reiterou que está a ser feito um esforço “inquestionável” para melhorar a ferrovia, mas ressalvou que “muitos problemas” vão continuar a existir.

“Estamos longe de ter a melhor rede ferroviária e serviço ferroviário, mas queremos inverter esse estado”, precisou.

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