Paulo Rangel deixa porta aberta a eventual candidatura a liderança do PSD

  • Lusa
  • 4 Setembro 2021

Já sobre se um dos seus sonhos passa por ser primeiro-ministro, o social-democrata disse que não, embora não rejeite essa ideia.

O eurodeputado do PSD Paulo Rangel deixou este sábado a porta aberta a uma eventual candidatura à liderança do PSD após as eleições autárquicas, numa entrevista em que falou pela primeira vez publicamente sobre a sua homossexualidade.

Não tenho planos, mas sonhos sempre tive, não digo desta água não beberei um dia”, afirmou o social-democrata numa entrevista de vida no programa “Alta Definição”, da SIC, depois de questionado sobre se se estaria a preparar para uma corrida a líder do PSD.

Sobre o facto de o seu nome ser apontado como futuro candidato à liderança do PSD, atualmente presidido por Rui Rio, Paulo Rangel respondeu recorrendo à expressão “não há festa nem festança em que não venha a dona constância”. Para, de seguida, acrescentar: “Estamos em plenas autárquicas é preciso o PSD concentrar-se”.

Já sobre se um dos seus sonhos passa por ser primeiro-ministro, o social-democrata disse que não, embora não rejeite essa ideia. Ressalvando que o “futuro o dirá”, o social-democrata considerou que o que importa é a pessoa saber se em determinado momento está em condições de fazer serviço público, de se dedicar a 100% a ele e de fazer a diferença.

Sobre um vídeo antigo que começou a circular nas redes sociais que o mostravam embriagado nas ruas de Bruxelas, Paulo Rangel assumiu “não ter dúvidas” de que a sua publicação foi “intencional” e visou enfraquecê-lo politicamente. O social-democrata afirmou “não ter ideia” de quem pôs o vídeo a circular, lembrando-se contudo de que o episódio terá acontecido há cinco ou seis anos.

Durante cerca de 45 minutos, onde abordou vários aspetos da sua vida privada, Paulo Rangel falou ainda, e pela primeira vez publicamente, sobre a sua homossexualidade, dizendo, contudo acreditar, que a orientação sexual de um político ou de uma personalidade com funções cívicas ou institucionais não tenha “relevo” para as pessoas.

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