Exportações de bens na UE crescem 13,2% até julho

As exportações de bens dos países da União Europeia cresceram 13,2% entre janeiro e julho deste ano, recuperando da pandemia. Portugal superou a média com um crescimento de 22%.

O comércio internacional de bens tem recuperado a nível mundial em 2021, após o impacto das disrupções e da adaptação à pandemia no ano passado. O mesmo acontece na União Europeia onde houve um crescimento de 13,2% das exportações de bens entre janeiro e julho deste ano. Em Portugal, o aumento foi superior à média, situando-se nos 22%, de acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pelo Eurostat.

Porém, as importações da União Europeia também aumentaram e a um ritmo superior: +14,7% na comparação homóloga do acumulado entre janeiro e julho. Ainda assim, os países europeus continuam a registar no seu conjunto um excedente comercial de 99,2 mil milhões de euros, ligeiramente abaixo dos 100,3 mil milhões de euros no período homólogo.

No total, a UE exportou para fora do seu território bens no valor de 1.235,1 mil milhões de euros, o que compara com os 1.135,9 mil milhões de euros de importações de bens. O comércio dentro da UE, entre os Estados-membros, aumentou 20,7% de janeiro a julho de 2021, em comparação com o período de janeiro e julho de 2020, para 1.936 mil milhões de euros.

Em Portugal, as exportações de bens aumentaram 22% até julho, para um total de 36,8 mil milhões de euros, mas as importações de bens continuam a ser maiores (45,3 mil milhões de euros), mesmo com um crescimento inferior (18%) neste período. Assim, Portugal continua com um défice comercial expressivo, nos 8,5 mil milhões de euros.

A China continua a ser o maior parceiro comercial de bens da União Europeia, uma posição que alcançou em 2020, de acordo com o Eurostat, principalmente por causa do aumento das importações de bens, onde supera bastante os Estados Unidos. Já nas exportações europeias, os EUA continuam a ser os principais clientes, seguindo-se o Reino Unido, que saiu oficialmente da UE em 2020, e só depois a China.

Em termos de produtos, praticamente todos registam uma subida, em particular os bens energéticos por causa do aumento homólogo do preço dos mesmos. Houve apenas uma descida nas importações de alimentos e bebidas.

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