Reeleição do CEO da Generali divide acionistas

  • ECO Seguros
  • 19 Setembro 2021

Acionistas minoritários uniram-se para exercer maior influência na assembleia-geral em que o grupo italiano deverá votar a recondução do atual CEO, Phillipe Donnet.

Nos preparativos para eleger conselho de administração para os próximos 3 anos, a maioria dos membros não-executivos do board (conselho de administração da SpA), em reunião que teve lugar a 14 de setembro, tomou nota da disponibilidade de Philippe Donnet, Chief Executive Officer (CEO), para ser reconduzido no cargo.

Face ao sinal de Donnet para se manter à frente da liderança executiva, dois terços dos administradores não executivos expressaram satisfação com o desempenho do dirigente, acolhendo a sua disponibilidade para integrar a lista de renovação da administração atualmente em fim de mandato, lê-se na nota institucional.

Dias depois, confirmando que um conjunto de acionistas quer ter uma palavra a dizer (contra) a reeleição de Donnet para novo triénio, outro comunicado da Generali refere a existência de titulares de ações da companhia unidos em torno de um “acordo parassocial” com objetivo de influenciar decisões da próxima assembleia geral (AG) do grupo.

Entre os subscritores desse pacto – um total de quinze partes interessadas no futuro do grupo segurador – estão, entre outros, Leonardo del Vecchio (através da Delfin S.a.r.l., entidade também dona do grupo Luxottica), Francesco Gaetano Caltagirone (multimilionário com interesses na construção e gestão imobiliária e outros negócios) e a Fondazione Cassa di Risparmio di Torino (Fondazione CRT).

Este grupo de investidores, noticia a imprensa, alega que a liderança de Donnet tem sido pouco ambiciosa no que concerne à estratégia de aquisições. Representando juntos cerca de 12,3% do capital da Generali SpA, os críticos preparam-se para fazer frente à Mediobanca, maior acionista institucional do grupo segurador (com cerca de 13%) e que, segundo fontes da Reuters, será favorável à reeleição do francês Phillipe Donnet.

Recondução de Donnet como CEO pode complicar-se

Os signatários do referido pacto social acordaram consultar-se entre si na tomada de posições relativamente ao futuro do grupo segurador, atuando em uníssono num conjunto de matérias que podem ser postas à votação da AG, agendada para o início de 2022.

Acresce que outros acionistas do grupo ainda não assumiram o lado da barricada na controvérsia sobre a nomeação. Caso haja mais investidores (com direito a exercício de voto na AG) a aderirem à onda de críticos, a relação de forças altera-se e os multimilionários del Vecchio e Caltagirone poderão complicar a recondução do atual CEO na instituição que, este ano, celebra 190 anos.

Terceira maior no mercado europeu de seguros, atrás da Allianz e da Axa, a Generali tem a mesma posição entre os maiores grupos que operam em Portugal.

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