Moody’s sobe “rating” dos principais bancos portugueses

Depois de subir notação da República na semana passada, a Moody's decidiu subir também o "rating" dos principais bancos portugueses.

A Moody’s decidiu subir o rating dos principais bancos portugueses: Caixa Geral de Depósitos (CGD), BCP, Santander Totta, BPI e Crédito Agrícola, ao passo que, no caso do Novo Banco, o rating manteve-se. A razão para esta melhoria é a subida do rating da República portuguesa na passada sexta-feira, sendo que a notação dos bancos tende a estar ligada à do país onde operam.

Mais de dois anos depois da última decisão, a Moody’s mudou na passada sexta-feira o rating de Portugal, passando para o nível de investimento “Baa2” e perspetiva de “positivo” para “estável”. A agência tem a “expectativa de que Portugal verá melhorias nas suas perspetivas de crescimento a longo prazo devido à utilização dos fundos do programa Next Generation EU e à implementação de reformas estruturais” e mostra-se confiante na redução do peso da dívida pública nos próximos anos.

Além da subida do rating de Portugal, a Moody’s assinala que esta melhoria da notação financeira da banca portuguesa reflete um melhor desempenho de “solvabilidade” por parte de “alguns bancos”. “Contudo, algumas incertezas mantêm-se sobre o impacto da pandemia no risco dos ativos dos bancos portugueses e na sua rentabilidade”, escreve a agência de rating.

A Moody’s assinala que as condições do mercado de crédito continuam a ser desafiantes, principalmente por causa dos “níveis elevados de dívida no setor privado, apesar das melhorias recentes, e a grande exposição da banca ao setor corporativo”. “Ainda que os bancos tenham melhorado o seu financiamento e liquidez ao longo dos últimos anos e também tenham reconquistado acesso ao mercado de capitais, os bancos portugueses continuam sensíveis a mudanças no sentimento do mercado e a choques“, realça.

No caso da Caixa Geral de Depósitos, a melhoria do rating de “ba1” para “baa3” é justificada pelo “sucesso” da implementação do plano estratégico 2017-2020. O outlook mantém-se estável com a Moody’s a esperar a melhoria do desempenho do perfil de crédito da CGD nos próximos 12 a 18 meses.

O rating do BCP sobe de “Baa3/Prime-3” para “Baa2/Prime-2”, o que reflete a melhoria dos “indicadores de risco dos ativos, ainda que se mantenham fracos, e os seus modestos níveis de capital”. O Santander conseguiu aumentar o seu rating de “Baa1” para “A3” dado que perdeu a restrição do soberano, neste caso o rating de Portugal, dado que o banco tem uma avaliação de solidez melhor por parte da Moody’s. O mesmo aconteceu ao BPI.

No caso do Novo Banco, o rating mantém-se, mas o outlook tornou-se positivo e a agência passa a admitir uma melhoria de vários níveis para o bancos caso consiga atingir os vários objetivos a que propõe nos próximos tempos.

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