Preço das casas subiu 6,6% no segundo trimestre

Entre abril e junho, os preços das casas em Portugal subiram 6,6% face ao mesmo período de 2020. Foram transacionadas 52.855 habitações, num total de 8,6 mil milhões de euros.

As casas ficaram 6,6% mais caras no segundo trimestre, face ao mesmo período do ano passado, depois da subida de 3% registada no arranque do ano.

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), os preços das habitações novas aumentaram a um ritmo superior ao das habitações existentes. Neste período, foram transacionadas 52.855 casas (+58,3%), num total de 8,6 mil milhões de euros.

A subida homóloga de 6,6% representa um aumento de 2,2% face ao primeiro trimestre deste ano. Numa análise por categorias, o preço das casas novas registou uma subida de 6,9%, acima dos 6,5% registados nas casas já existentes.

Evolução trimestral do Índice de Preços da Habitação:

Fonte: INE

O aumento de quase 60% no número de habitações transacionadas no segundo trimestre, face ao mesmo trimestre de 2020, reflete “um período marcado pelas restrições impostas no âmbito do primeiro confinamento”, recorda o INE. Com a agravante de que, nesse segundo trimestre de 2020, “o número (e o valor) das transações de alojamentos” ter constituído “o mais baixo registo desde o terceiro trimestre de 2016”.

Durante o segundo trimestre de 2021, abril foi o mês com o aumento homólogo mais elevado (75,1%), seguindo-se maio (52,2%) e junho (51,7%). A maioria das transações feitas naquele período correspondeu a habitações existentes, num total de 45.404 unidades (85,9%). Já no que toca às habitações novas, contaram-se 7.451 transações, uma subida de 42,6% por comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

As mais de 52 mil transações realizadas totalizaram cerca de 8,6 mil milhões de euros em valor, uma subida de 66,5% face ao montante das transações no mesmo trimestre de 2020, mostram os dados do INE. Deste total, sete milhões de euros corresponderam a transações de habitações existentes e 1,6 mil milhões de euros foram relativos a transações de habitações novas.

Numa análise por regiões, a Área Metropolitana de Lisboa concentrou a maioria das transações (33%), num total de 17.454 unidades. No Norte contaram-se 14.830 transações (28,1% do total).

O INE destaca que, “após um período de quatro trimestres consecutivos de incrementos, o Norte registou uma redução de 0,6 pontos percentuais na respetiva quota regional”. O Centro registou 10.763 transações, tendo sido a “região com o maior incremento de peso relativo”, enquanto o Algarve e Alentejo somaram 4.020 e 3.834 operações, respetivamente. Açores e Madeira contaram 1.131 e 823 transações.

No que diz respeito ao investimento, as transações da Área Metropolitana de Lisboa voltaram a liderar, concentrando 45,9% do valor total, embora inferior ao observado no mesmo trimestre do ano passado. O valor das habitações transacionadas no Norte ascendeu a cerca de dois mil milhões de euros, enquanto, no Centro, atingiu 1,1 mil milhões de euros. O Algarve surge atrás, com cerca de 902 milhões de euros, seguido do Alentejo com 386 milhões de euros, da Madeira com 183 milhões de euros e dos Açores com 89 milhões de euros.

(Notícia atualizada pela última vez às 12h22)

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