Efacec precisa de novo acionista para ter “capacidade de gestão e capitalização”

“Preocupado e confiante” com a Efacec, o ministro da Economia aponta que “a melhor solução” para a empresa é “assegurar que, o mais rapidamente possível, encontra um novo acionista de controlo”.

Pedro Siza Vieira está “a par” das dificuldades financeiras da Efacec e mostra-se “preocupado, mas também confiante” na salvação da empresa, nacionalizada em junho do ano passado, e que “tem excelentes perspetivas de trabalho e continua a ter muita clientela e procura no mercado”.

Após ouvir o CEO, Ângelo Ramalho, queixar-se de que a empresa está “confinada no acesso à banca”, o ministro da Economia reconhece que a fábrica de Matosinhos “está neste momento condicionada porque em trabalhos internacionais precisa de prestar garantias aos seus clientes”. “Essa é uma situação que temos de resolver”, completa.

“Mas a melhor solução para o tema da Efacec é assegurar que, o mais rapidamente possível, encontra um novo acionista de controlo, que lhe possa dar capacidade de gestão, capitalização e colocar a empresa no rumo certo para continuar a servir o país”, acrescenta Siza Vieira.

Questionado sobre se admite a possibilidade de o Estado voltar a garantir um financiamento bancário à empresa, além dos 70 milhões de empréstimo garantido que recebeu já depois de nacionalizar a participação de Isabel dos Santos, o governante recusou “comentar aspetos concretos” da atividade da empresa, que está em processo de reprivatização de 71,73% do capital.

Falando em Matosinhos, à margem da apresentação do projeto para o novo campus da Farfetch, invocou até a condição de ministro da Economia, que “o que [tem] de assegurar são as melhores condições para o conjunto das empresas portuguesas poderem operar”. “A situação e a gestão concreta das empresas cabe à administração da empresa, que foi nomeada pelos seus acionistas e deve prosseguir o seu trabalho”, insistiu.

Siza Vieira disse ainda esperar que o processo fique concluído até ao final do ano. E disse “não ter conhecimento” da hipótese de dividir os negócios da Efacec, como tem sido noticiado, nesta nova fase de negociação com os dois candidatos que sobraram do grupo inicial: a DST SGPS e a Sing — Investimentos Globais (grupo Sodécia).

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