“É impossível criar cultura de empresa à distância”, alerta Farfetch

A gigante Farfetch está “a voltar aos escritórios” em 13 países e vai construir um mega campus em Matosinhos. José Neves valoriza “espaços em que a cultura da empresa possa criada e alimentada".

José Neves, o fundador e CEO da Farfetch, sabe que “o mundo do trabalho vai ser diferente” depois da Covid-19, com “muito mais trabalho remoto”. Mas admite “com muita humildade” que a empresa ainda não encontrou essa fórmula de equilíbrio para o pós-pandemia.

Questionado pelo ECO sobre se o projeto do novo campus global da empresa, a construir em Matosinhos, vai ser revisto por causa dessas mudanças laborais, José Neves indicou que o projeto vai incluir “mais zonas de comunidade, para grandes apresentações, para o trabalho em grupo, e muito menos secretárias”.

“Não sabemos qual vai ser o modelo ideal de trabalho para o futuro. Vai, com certeza, incluir muito mais trabalho remoto – vimos o impacto positivo que teve nos trabalhadores. Mas somos seres físicos, tridimensionais e é impossível criar cultura de empresa à distância. Acredito que espaços em que a cultura da empresa possa criada e alimentada serão essenciais”, resumiu o gestor.

Com escritórios em 13 países, a Farfetch está “a voltar aos escritórios um pouco por todo o mundo”, numa fase em que ainda não está definida a divisão entre escritório e trabalho a partir de casa. “Estamos a recolher as melhores práticas e a tentar fazer um modelo de equilíbrio”, acrescentou.

O unicórnio luso-britânico, cotado na Bolsa de Nova Iorque, soma atualmente cerca de 6 mil colaboradores, calculando José Neves que perto de 2 mil tenham sido contratados no último ano. E o empresário conta “ter muitos mais” quando estiver concluído o Fuse Valley, que foi apresentado esta tarde na Casa da Arquitetura, em Matosinhos.

“E apesar de estarem espalhados pelo mundo, há um intercâmbio muito grande e as equipas passam aqui muito tempo, pelo que isto não é apenas um projeto para a Farfetch Portugal, mas para a Farfetch a nível mundial”, concluiu José Neves.

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