Galp entra no negócio das energias renováveis no Brasil por 400 milhões

  • Lusa
  • 20 Outubro 2021

Com esta expansão de portefólio, a capacidade total a 100% de produção de energia renovável da Galp aumenta para cerca de 4,7 GW, em Portugal, Espanha e Brasil.

A Galp vai entrar no mercado das energias renováveis no Brasil, com dois projetos solares que a empresa considera permitirem dar um “salto importante” na transformação do seu perfil de negócio e na redução da sua pegada carbónica.

Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa explica que a operação envolve a aquisição de dois projetos solares com capacidade total de 594 MWp, em desenvolvimento nos estados da Bahia (282 MWp) e do Rio Grande do Norte (312 MWp).

Em declarações à revista brasileira Valor, o CEO da Galp, Andy Brown, revelou depois que a empresa pretende investir entre 300 e 400 milhões de dólares em energias renováveis no Brasil, país em que vê grande atratividade para iniciar o desenvolvimento do portfólio de 4 gigawatts (GW) em energia limpa que pretende ter na América Latina até 2030.

Com estas transações, “a Galp ganha acesso a ativos de elevada qualidade num país onde a empresa está presente há mais de 20 anos e que se encontra entre os 10 principais países no mundo com maior procura de energia e com a ambição de duplicar a sua capacidade instalada atual de geração de energia solar e eólica para 40 GW em 2030”, acrescenta. Os projetos devem iniciar a operação comercial antes de 2025.

Na nota, a empresa explica ainda que estes acordos se inserem numa estratégia que visa “o crescimento de um portefólio competitivo de geração renovável” e que estão “alinhados com as orientações de alocação de capital e planos de diversificação geográfica apresentados em junho no Capital Markets Day”.

Com esta expansão de portefólio, a capacidade total a 100% de produção de energia renovável da Galp aumenta para c.4,7 GW, em Portugal, Espanha e Brasil. A empresa pretende ter mais de 4 GW em operação até 2025 e 12 GW até 2030.

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