“Não podemos dar respostas que cabe ao Governo dar”, diz PCP

  • Joana Abrantes Gomes
  • 25 Outubro 2021

O líder parlamentar do PCP, João Oliveira, afirmou que a conferência de imprensa que o Governo deu esta tarde confirmou a "recusa" em incluir as propostas comunistas no Orçamento do Estado.

Os comunistas começaram esta segunda-feira por anunciar que vão votar contra o Orçamento do Estado para 2022. Agora, o líder da bancada parlamentar do PCP veio justificar que a conferência de imprensa que o Executivo deu esta tarde confirmou “uma atitude de recusa” às propostas apresentadas pelo partido. “Não podemos dar respostas que cabe ao Governo dar”, diz João Oliveira.

“O Governo, na conferência de imprensa que fez hoje, acabou por confirmar essa opção de recusa de um conjunto de elementos que nós adiantámos para a consideração de uma resposta global em que o Orçamento se inserisse”, apontou o deputado do PCP, em declarações à SIC.

Questionado sobre se o voto contra é uma posição inamovível, João Oliveira considera que “a questão da expectativa não está colocada em relação à posição do PCP”, mas antes no facto de o Executivo ter confirmado esta tarde que recusa o reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o aumento dos salários ou o combate à precariedade ou respostas à habitação.

Sobre a iminência de o partido ter de enfrentar as urnas em eleições legislativas antecipadas, face ao chumbo do OE2022, o líder parlamentar do PCP disse que “quem luta por aumentos dos salários mínimos, de pensões, do reforço do SNS, não deve ter medo de confrontar essas propostas”. Para João Oliveira, a questão é outra: é que cada uma dessas propostas tem valor de facto. “Foi por isso que o PCP se bateu por elas, mas elas têm de ser consideradas de forma global” no Orçamento, concluiu.

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