CTT multiplica lucros por seis nos primeiros nove meses

Resultados líquidos crescem para 26,3 milhões, com crescimento dos rendimentos operacionais em todas as áreas e subida do EBITDA. Olhando apenas para o trimestre, os números são menos favoráveis.

A empresa presidida por João Bento registou lucros de 26,3 milhões de euros até setembro, seis vezes mais do que os 4,3 milhões conseguidos em igual período de 2020, anunciou a empresa em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Ainda assim, o desempenho no trimestre não foi tão risonho.

As contas dos primeiros nove meses beneficiaram com o crescimento dos rendimentos operacionais em todas as linhas de negócio. A mais relevante, o correio, registou um crescimento de 2,6% para 316,7 milhões de euros. Um resultado construído sobretudo na primeira metade do ano, já que no terceiro trimestre ocorreu uma queda de 5%.

Os volumes de correio caíram em todos os segmentos (transacional, publicitário e editorial), mas os rendimentos melhoraram graças ao serviço postal transacional, cuja receita beneficiou da maior contribuição dos produtos de maior valor unitário. No terceiro trimestre observou-se uma quebra do tráfego de correio internacional de chegada, bastante impactado pelo facto de, a partir de 1 de julho, ter entrado em vigor a abolição da isenção de IVA nos envios postais extracomunitários com valor inferior a 22 euros, levando à necessidade de desalfandegamento.

Todos os outros negócios tiveram um comportamento positivo. O Expresso e Encomendas, o segundo segmento mais relevante, continua a ser o principal driver dos resultados, com os rendimentos operacionais a aumentarem 41,7% para 186,3 milhões. No terceiro trimestre a evolução foi de 30,4%.

Espanha tem o papel mais relevante no desempenho do Expresso e encomendas, com um crescimento de 76,1% para 36,7 milhões, à frente de Portugal, onde as receitas subiram 22% para 17,9 milhões. “Espanha representou 45,6% das receitas do segmento Expresso e Encomendas, tendo este contributo crescido 8,9 pontos percentuais nos 9M21 face ao contributo registado nos 9M20″, assinala a empresa.

Mais contida foi a progressão nos serviços financeiros e retalho, que se saldaram num crescimento de 3,3% para 35,6 milhões.

Banco CTT melhora margem financeira.

Os rendimentos provenientes do Banco CTT também tiveram uma evolução positiva, somando 12,3 milhões ou 20,7% ao número de 2020 para um total de 72,1 milhões nos primeiros nove meses. A evolução foi mais expressiva no terceiro trimestre, com um acréscimo de 23,8%.

As contas da instituição beneficiaram da melhoria da margem financeira, que cresceu 23,2% para 40,4 milhões nos primeiros nove meses, e da subida de 18,8% nas comissões recebidas para 28,8 milhões. Os depósitos de clientes aumentaram 17,7% face a dezembro de 2020 para 1.987,4 milhões. No final de setembro, o Banco CTT tinha 59 moratórias vivas, que correspondiam a 3,43 milhões de euros.

Resultado operacional piora no trimestre

Apesar do crescimento de 13% nos gastos operacionais nos primeiros nove meses, para 530 milhões, o EBITDA melhorou 26,8% para 82,9 milhões, enquanto o EBIT recorrente duplicou para 39,7 milhões. Os CTT assinalam a melhoria da margem, que passou de 3,6% para 6,5%.

Na linha final da demonstração de resultados ficaram lucros de 26,3 milhões, mais 507,7% do que nos nove meses de 2020. Estes beneficiaram, no entanto, de proveitos não recorrentes de 5,8 milhões.

Menos positivas são as contas do terceiro trimestre. Apesar do lucro ter crescido 44,5% para 9,1 milhões, o EBIT recorrente caiu 19,6% para 11 milhões devido ao aumento de 19,1% nos custos operacionais. A dívida líquida baixou 17,4% para os 59 milhões.

(Notícia atualizada às 20h45)

 

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