A penthouse mais cara de Espanha está à venda a 30 mil euros por metro quadrado

  • Joana Abrantes Gomes
  • 7 Novembro 2021

30 mil euros é quanto vale cada metro quadrado da penthouse mais cara de Espanha, localizada em Barcelona. No total, o complexo da Mandarin Oriental tem 34 apartamentos.

Está à venda a penthouse mais cara de Espanha. Localizada em Barcelona, na esquina de Paseo de Gracia, número 111, com a Avenida Diagonal, numa torre que até há poucos anos era ocupada pelo Deutsche Bank, pertence ao primeiro complexo residencial da empresa hoteleira Mandarin Oriental em Espanha.

Este apartamento fica no último andar (o 20.º) de um edifício com 75 metros de altura e uma vista panorâmica sobre a cidade catalã, tendo uma superfície de 700 metros quadrados. Trata-se, na verdade, do edifício mais alto do centro de Barcelona. Mas, falando do que interessa: quanto custa, afinal, esta penthouse no país vizinho?

 

O preço médio por metro quadrado deste empreendimento habitacional, concebido pelo arquiteto espanhol Carlos Ferrater, é de 30 mil euros, detalhou ao Cinco Días o seu promotor, Josep María Farré, fundador do grupo de investimento KKH Property Investors e antigo CEO da Renta Corporación.

Josep María Farré não revela o valor final do imóvel porque, apesar de assumir que este é o apartamento mais caro à venda em Espanha, o preço será ajustado e negociado com o comprador, assim como os detalhes dos acabamentos interiores. “É o único apartamento que não finalizamos, pois será feito ao gosto do proprietário. É uma penthouse única na Europa, uma caixa de cristal, numa posição dominante de onde se pode ver toda a cidade, com vistas para o Mediterrâneo”, explica o promotor.

A torre abriga, no total, 34 apartamentos: 30 com um a três quartos, e os restantes quatro com quatro quartos. A superfície de cada um varia de 120 metros quadrados a 580 metros quadrados, embora o tamanho médio seja de 250 metros quadrados. Os preços destes apartamentos, cujas obras terminarão em fevereiro de 2022, começam nos 2,5 milhões de euros.

O sexto andar do edifício vai ser o clube residencial: na área interior, de 500 metros quadrados, terá ginásio e spa, enquanto a área exterior, de 700 metros quadrados, terá piscina, terraço e jardins privados. O acesso a todos os apartamentos faz-se a partir de três elevadores e duas escadas. Além disso, as residências contarão com os serviços de uma equipa de 25 pessoas, desde a receção e a segurança ao estacionamento. No fundo, funcionará como se fosse um hotel.

“Os preços são os mais altos em Espanha, mas são inferiores aos que se encontram em propriedades semelhantes”, conta Farré. São exemplos o complexo Columbus Circle, em Nova Iorque, e o One High Park, desenhado pelo arquiteto Richard Rogers no bairro londrino de Knightsbridge, ambos pertencentes ao Residências Mandarin Oriental.

A comercialização da promoção já começou, tendo sido primeiro capitalizada em bolsa. São realizadas exposições itinerantes nos mercados internacionais, organizadas por uma equipa da KKH, sediada em Londres. A primeira paragem foi na capital britânica, com três eventos dedicados a investidores chineses, seguindo-se Miami, onde foi vendida uma propriedade, Nova Iorque, Moscovo e, na próxima semana, será a vez do Médio Oriente. “Sempre pensámos que o tipo de compradores seria internacional, mas há interesse por parte dos nacionais. Temos alguns desportistas de elite e empresários que já compraram uma casa”, disse Jordi Bono, CEO da promotora, que investiu cerca de 160 milhões de euros no projeto global, que inclui o edifício vizinho da Seat.

Durante a fase de construção foram feitas vendas seletivas de um primeiro lote. “Acreditamos que há interesse neste tipo de produto, que é novo, e, se o compararmos com Nova Iorque ou Londres, é muito competitivo”, aponta Bono. Por exemplo, quando foi finalizado o piso piloto, localizado no 16.º andar, inscreveram-se 1.100 pessoas. Destas, 140 pediram para visitar o edifício, sendo que alguns dos compradores são proprietários de outros apartamentos da coleção da cadeia hoteleira.

O complexo de residências do grupo Mandarin Oriental no Paseo de Gracia junta-se às mais de 20 localizações da cadeia em todo o mundo, sendo o segundo na Europa, após a abertura de Londres. A empresa hoteleira tem ainda projetos abertos em Atlanta, Munique, Viena, Havai, entre outras cidades. “O edifício de Barcelona é um milagre”, assinalou Farré, que gostaria de encontrar outra “jóia” imobiliária do género na capital espanhola.

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