Transição climática vai ser cara e criar problemas, admite Costa. É preciso “base social forte”

O primeiro-ministro admite que existirão problemas com a transição climática, defendendo por isso que é necessária uma base social forte para apoiar os empresários e famílias.

A transição climática continua a marcar as agendas e discussões públicas, sendo já ponto assente que tem de avançar. Ainda assim, não vem sem dificuldades, já que “fazer a mudança vai ser caro, vai criar problemas, há empresas que vão ter de mudar e há atividades que não irão continuar”, admite António Costa. Perante estes desafios, é necessário assegurar uma “base social muito forte”, defende.

“Temos que ser francos com os cidadãos: fazer a mudança vai ser caro, vai criar problemas, há empresas que vão ter de mudar e há atividades que não irão continuar”, reiterou o primeiro-ministro, num encontro de líderes socialistas em Paris.

Tendo em conta estes problemas, será precisa uma “base social muito forte”, por um lado para “assegurar às pessoas as qualificações para que possam encontrar novas oportunidades na vida”, por exemplo nos casos das atividades que vão terminar. Por outro, é também necessário “dar confiança aos empresários para fazer a transformação e alargar a competitividade”.

António Costa sublinha que devem ser procuradas e criadas soluções em Portugal e na Europa para esta transição climática, sinalizando também que “é essencial percebermos que temos que envolver a população no processo de transição”. Neste contexto, o primeiro-ministro defende ainda uma “estratégia comum de aquisição combustíveis fósseis”, à semelhança do que aconteceu com a compra de vacinas.

O primeiro-ministro aproveita também para dar o exemplo de Portugal, neste encontro organizado pelo grupo dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu, referindo que o “preço dos combustíveis está a subir mas o preço da eletricidade vai baixar em janeiro porque começámos a investir muito nas renováveis há 15 anos”.

“Temos de acelerar o investimento nas energias renováveis e limpas, porque é assim que a longo prazo vamos ter energia mais barata para todos“, acrescentou António Costa.

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