Rio compara Rangel ao PCP e Bloco no salário mínimo

Questionado sobre Rangel querer um aumento "significativo" do salário mínimo, Rui Rio disse que essa "visão é quase próxima" à dos partidos da esquerda.

Em entrevista ao Expresso no sábado passado, Paulo Rangel, candidato a presidente do PSD, disse que quer um aumento “significativo” do salário mínimo. Confrontado com esta declaração, Rui Rio, o atual presidente do PSD, encostou Rangel aos partidos mais à esquerda da Assembleia da República: “É uma visão quase próxima da do PCP ou Bloco de Esquerda“, disse.

O recandidato à liderança do PSD considera que “há limites para ir aumentando o salário mínimo por métodos meramente administrativos”. “Todos queremos que o salário mínimo suba e suba muito, mas por força da riqueza que produzimos“, argumentou Rui Rio em declarações transmitidas pelas televisões esta quarta-feira, após um encontro com a CIP em que o tema esteve em cima da mesa depois de o Governo ter proposto um aumento de 40 euros em 2022, passando dos 665 euros para os 705 euros em janeiro.

Caso não exista essa ligação entre o salário mínimo e a produção de riqueza, Portugal arrisca-se a “provocar o contrário do que se pretende que é baixar o nível global de rendimentos dos portugueses”. Para o político e economista a tónica da política económica deve estar no salário médio, o qual deve estar “o mais próximo possível da média europeia”. “O salário mínimo vem obviamente por arrasto”, disse, afirmando que é preciso “nivelar por cima em vez de nivelar tudo por baixo”.

Para atingir esse objetivo, Rio defende que é preciso “produzir mais e melhor, com melhor produtividade e assim sendo vamos pagar melhor”, produzindo bens e serviços com “maior conhecimento”. “Se não for essa a estratégia, vamos andar a enganar-nos”, disse.

Paulo Rangel tinha defendido que “o modelo de crescimento e desenvolvimento das empresas portuguesas não pode assentar nos salários baixos” pelo que defende uma subida “significativa” do salário mínimo, sem nomear um valor, mas alertou que “não pode ser uma subida abrupta, sob pena de se criarem ruturas na economia”. Quanto ao salário médio, o eurodeputado do PSD apontou para um “alívio fiscal” para as empresas: “Só se aumenta o salário com aumento da produtividade, e só se aumenta a produtividade com a mudança das condições da economia”.

Na mesma intervenção, Rio esclareceu ainda que não está tomada nenhuma decisão sobre uma eventual coligação pré-eleitoral com o CDS, após notícias que davam conta de que esta não iria avançar. O tema foi alvo de discussão “informal” na direção do PSD, mas não há uma “deliberação final”.

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